Mentes Conectadas Abri esta seção para poder ajudar com as suas dificuldades no dia-a-dia, problemas nas suas relações amorosas, trabalho, família, ou tudo o que decida me pedir ajuda. Escreva-me e de forma cirúrgica: irei responder caso a caso, encaminhar se for o caso, ou até acompanhá-lo durante o processo de ajuda. Não se sinta mais sozinho, angustiado, ou até deprimido com o problema ou problemas por que está a passar, pois estou aqui para ajudar da melhor forma possível.
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
sábado, 23 de novembro de 2024
Deverei dizer ou não?
"Estou a escrever-lhe porque preciso urgentemente da sua ajuda para lidar com algo que me pesa na cabeça e no coração. Estou a passar por um momento muito difícil e sinto que já não consigo continuar a lidar com isto sozinha.
Tenho escondido da minha família que sou trabalhadora do sexo e tenho muito medo que esse meu segredo seja descoberto. Receio o que vão pensar de mim quando souberem.
Este medo constante de que possam vir a saber está a consumir-me, e não sei mais o que fazer. Vivo com a angústia de que, se souberem a verdade, isso pode mudar tudo entre nós.
Como posso lidar com tudo isto? Sinto-me presa entre o meu segredo e a vontade de lhes contar tudo. Mas receio que se lhes disser a verdade, a nossa relação não voltará a ser a mesma.
Será que devo contar-lhes? Ou será melhor continuar a gerir este segredo sem os magoar? Como posso encontrar o equilíbrio mental e emocional de que preciso?
Obrigada pela sua ajuda neste momento tão difícil para mim,
M."
Bom dia,
O mais sensato será ponderar e refletir cuidadosamente sobre o que é melhor para si: a família ou a escolha de ser trabalhadora do sexo.
Não sei o que a levou a optar por essa profissão, mas viver constantemente com essa angústia impede-a de se dedicar plenamente, tanto ao trabalho como à família, mantendo-a num estado de conflito moral.
Se pensar com clareza, conhecendo bem os seus familiares e as suas convicções, já deve ter uma ideia do que eles pensariam e sentiriam. Compreendo que ao escrever aqui está a tentar aliviar um pouco essa culpa, mas essa alívio seria apenas temporário e não traria benefícios duradouros para a sua vida.
Manter este segredo apenas irá causar-lhe mais prejuízos, incluindo o stress pós-traumático.
Repare numa coisa: e se algo lhe acontecesse enquanto trabalhadora do sexo? Pense em como seria a sua família saber por outra pessoa...
Por isso, volto a enfatizar que não compreendo os motivos que a levaram a entrar neste mundo, mas uma certeza eu tenho: deve reflectir sobre o que é realmente importante para si neste momento e fazer uma escolha.
Assim que tomar essa decisão, sentirá uma liberdade emocional.
Um abraço.
segunda-feira, 28 de outubro de 2024
Sobre quebrar o ciclo de violência doméstica e deixar de ser vítima
Ontem, vi um filme. A mais bela história de violência doméstica. Apesar de a violência doméstica nada ter de belo, a história em si, o que o filme quer transmitir, é belo.
Mentes Conectadas: Isto acaba connosco!
O filme mostra uma parte da vida de uma mulher em adulta, e uma parte em adolescente.
Tudo começa quando ela vai ao funeral do pai, mas quando lhe pedem para dizer cinco coisas que gostava nele, ela simplesmente não consegue.
Não consegue dizer nada de bom sobre um homem que batia diariamente na sua mãe. Um homem violento, abusivo.
Um dia, ainda adolescente, vê da sua janela um rapaz a entrar numa casa abandonada em frente à dela. Ela repara que ele sai de lá e procura lixo para comer. Ainda assim, sendo sem-abrigo, continua a ir à escola.
No outro dia, ela reúne umas mercearias da sua casa e vai entregar ao rapaz. Voltam a encontrar-se na paragem do autocarro da escola, e, juntos, começam uma bela relação de amizade e partilha.
Ele conta-lhe que só está naquela casa porque a mãe insiste em namorar homens abusivos que lhe batem, e que também lhe batem a ele.
Após esta partilha, esta identificação, a amizade deles torna-se mais forte, e um dia acabam a fazer amor.
Antes de começarem a fazer amor, ele pergunta-lhe SE ELA TEM A CERTEZA, e ela responde que sim.
Ela diz-lhe que é virgem, e ele diz que também só fez uma vez, e para ela não se preocupar, pois também ele não sabia muito bem como fazer.
O pai dela encontra-os na cama e bate no rapaz ao ponto de este ir para o hospital quase sem vida. Este evento marcaria a separação.
Entretanto, crescem e cada um segue o seu caminho.
Apesar de adulta, esta mulher continua a ressentir a mãe dela, pois não compreende o porquê de ter continuado com um homem que lhe batia. Achava a sua mãe fraca, e até sentia algum desprezo pela mãe. Era como se dissesse para consigo mesma:
“Comigo, seria diferente. Eu nunca serei como a minha mãe.”
Após o funeral, ela volta para casa e sobe a um terraço de um prédio, para ver a vista que proporcionava. Entretanto, aparece um homem...
A primeira vez que esta mulher vê este homem é no terraço do prédio dele. Ele entra e sem a ver, começa a pontapear uma cadeira.
Mais tarde, revelar-lhe-ia que ESTAVA A TER UM MAU DIA. Era neurocirurgião e tinha acabado de perder um menino de 6 anos na mesa de operações.
Esta justificação levou-a minimizar a violência dos pontapés que aquele homem deu à cadeira. Bonito, charmoso, rico e médico, parecia o homem perfeito.
O tempo passou. Ela abriu uma loja de flores e no primeiro dia, uma outra mulher rica entrou na loja, e pedi-lhe emprego, pois estava aborrecida com a sua vida. Ela deu-lhe emprego e passados uns dias, veio a descobrir que essa empregada era irmã do médico.
Ela e o médico voltaram a encontrar-se e começaram a namorar.
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Quando a história começou a mudar
Um dia, na cozinha, estavam a brincar e esqueceram-se de que estava algo no forno a cozinhar. O forno começou a apitar e ele, sem luvas, pegou no tabuleiro e queimou-se.
Quando ela o tentou ajudar, ele deu-lhe um estalo que a fez cair e magoar.
Mas ele PEDIU MUITAS DESCULPAS, e ela respondeu que NÃO ERA PRECISO, pois, tinha sido UM ACIDENTE.
Ainda assim, ela teve de colocar bastante base junto ao olho para esconder. Enquanto o fez, olhava para o espelho como se tentasse ver a sua própria alma. A dissociação estava presente.
Nessa mesma semana, a mãe dela veio visitá-la e, junto com o namorado, foram a um restaurante famoso. Foi aí que quando o empregado se aproximou da mesa, a história começou a ter um novo rumo...
O empregado era o dono do restaurante, e era aquele rapaz sem-abrigo com quem ela perdeu a virgindade no início do filme.
Ela desculpou-se à mesa e seguiu para a casa de banho à procura dele. Conversaram sobre coisas banais, mas ele notou a agressão que ela sofreu e colocou o número de telefone dele dentro da capa do telemóvel dela. Caso ela precisasse, era só ligar.
Quando saíram da casa de banho, o namorado esperava-os e, sem demoras, os dois homens começaram a agredir-se fisicamente.
O dono do restaurante estava a defender a amiga dele, enquanto o namorado estava a defender o estatuto dele, dizendo-lhe que ela era “zero” comparado com ele.
Passado algum tempo, o agora marido descobriu o papel com o telefone do outro dentro da capa do telemóvel e, numa discussão, mandou-a das escadas abaixo, provocando um golpe na testa dela.
Como médico, começou a avaliá-la para ver se ela estava bem, e a dizer-lhe que a estava a ajudar, ao que ela respondia, que sim, que sabia que ELE ESTAVA A AJUDÁ-LA. Assim, respondeu às perguntas clínicas todas para se ver se havia danos maiores.
Ela tinha um coração pequenino tatuado perto do peito, uma coisa que em adolescente tinha feito com o rapaz sem-abrigo.
A fuga de casa
Um dia, na cidade dela, saiu uma revista com os melhores locais da cidade. Estava lá a loja de flores dela, mas também estava lá o restaurante do rapaz, onde ele falava de como o tinha começado e porquê. Ele dizia, nesse artigo, que o restaurante era inspirado nela.
Quando chegou a casa com a revista, o marido obrigou-a a ler o que o rapaz tinha dito. Ela disse que não queria ler em voz alta, ou até mesmo ler, mas, ainda assim, ele obrigou-a a ler em voz alta. Por fim, atacou-a, tentando violá-la, e chegou mesmo a morder-lhe a tatuagem.
Ela fugiu de casa e foi ter com o rapaz sem-abrigo que a levou ao hospital. Descobriu, então, que estava grávida e partilhou com ele que seria melhor fazer um aborto. Ele disse-lhe que não, pois se havia pessoa mais maravilhosa para cuidar de uma criança era ela!
Este homem ama está mulher, ainda assim pede-lhe para que ela tenha a criança de outro homem por causa das qualidades que vê nela. Que bela forma de amar!
Entretanto, a irmã do marido diz-lhe que, "como irmã", gostava que ela procurasse uma forma de o perdoar, mas que, "como amiga", nunca mais lhe falaria se voltasse para ele.
Que bela mensagem esta da irmã dele! Que bela forma de amar e cuidar de outro ser humano!
Fim do ciclo de violência doméstica
O filme continuou e a criança nasceu - uma menina. A mulher disse ao marido que lhe ia dar o nome do irmão dele que morreu em pequeno. Ia honrá-lo dessa forma, num ato de amor incondicional perante aquela família.
Entretanto, e após ele ter agradecido e ter ficado muito comovido, ela disse-lhe que queria o divórcio. Ele pediu-lhe para não o fazer e ela respondeu:
- O que dirias à nossa filha se chegasse ao pé de ti e te dissesse que o namorado lhe tinha batido, mas que não era nada de grave, pois ele estava apenas a ter um mau dia? O que dirias à nossa filha se o marido continuasse a bater-lhe?
Ele respondeu:
- Dir-lhe-ia para fugir dele e nunca mais voltar atrás nessa decisão.
Sorriram ambos e ela abraçou fortemente a filha dela e disse-lhe:
- Isto acaba aqui! Acaba aqui connosco!
Um choque doloroso
Para além de ter conseguido, finalmente, ter empatia pela mãe, e compreender como é fácil a dissociação, a mulher do filme também conseguiu quebrar o ciclo de violência doméstica na família.
É dos choques maiores que um ser humano pode ter quando ama alguém e essa pessoa começa a tratá-la mal. É tão doloroso, mas tão doloroso, que se arranjam justificações para o abusivo que é o amor da nossa vida.
Amamos aquele homem, entregamo-nos àquele homem de corpo e alma. Então, parece impossível o que está a acontecer. Tem de haver uma razão para estas reações dele!
E se o agressor for ALCOÓLICO OU TOXICODEPENDENTE? Então, é considerado doente!
A vítima terá de ir para uma casa de abrigo, mas o toxicodependente terá os tratamentos que quiser num centro de tratamento, sempre que precisar.
Enquanto isso, a vítima tem de estar numa casa de abrigo e perde tudo aquilo que conquistou.
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O que passa pela cabeça das vítimas
A vítima de certeza que tem estas questões na cabeça:
Não estou a fazer o suficiente?
Será que fui eu que, de alguma forma, o provoquei?
Não limpo bem a casa, ou não lhe passo melhor a roupa a ferro?
"Alguma coisa estou a fazer de errado para que este homem mostre ódio por mim", pensa.
"Se calhar, vou começar a alterar algumas coisas que sei de antemão que ele não gosta, e assim ele vai ficar calmo. Se eu mudar e perder a minha identidade, então tudo se vai resolver e ele vai-se sentir muito melhor."
E quando estas mudanças não resultam e ele continua agressivo, a vítima pensa, então, em "novas formas de o acalmar", mesmo que isso a leve a perder toda a sua identidade e a andar no mundo como se estivesse no cinema, a ver um filme que não é seu.
"Este homem disse-me que me amava, até me fez mulher dele, deu-me filhos, deu-me uma casa e disse que seria o meu porto de abrigo. Então, porque tenho tanto medo quando estou a chegar a casa?"
"Porque tenho tanto medo quando chega a hora de ele chegar a casa? Eu fiz tudo o que ele me mandou fazer com a promessa de que ele ia melhorar. O que deu errado?"
"O que estava errado com a comida que fiz a tempo e horas, com as viagens e passeios que lhe proporcionei, com o estar lá para ele 24 horas por dia?"
"Dei-lhe amor, dei-lhe a minha identidade, dei-lhe a minha alma e nem uma festa na cara recebo!"
"O que fiz de errado quando o mundo me pede para pedir ajuda à justiça, e eles olham para mim como um número!"
"Dão-me para as mãos um questionário para eu preencher, onde me perguntam se ele já me violou, mas não tem lá escrito: Ele priva-a de ter relações sexuais com ele como uma forma de a castigar, dizendo-lhe que você não merece ter sexo com ele porque não se porta bem?"
"Que mal fiz eu para, como vítima de violência doméstica, ser obrigada a contar a minha história à PSP, a seguir à investigação criminal, a seguir aos procuradores, a seguir aos juízes? Porque me obrigam, de forma abusiva, a contar uma história de dor, vezes sem conta, a tanta gente?"
"Porque sinto que estou novamente a ser “violada”, abusada emocionalmente? Que mal fiz eu para não merecer uma mesa para apoiar os braços, esconder um pouco o meu corpo, pois a vergonha é tanta, quando estou em julgamento?"
"Que mal fiz eu para me sentarem numa sala de julgamento, na mesma cadeira que usam para um criminoso comum?"
"Que mal fiz eu para invalidar o meu caso, pois só apresento abuso emocional e como não tenho marcas no corpo, então não interessa, não serei considerada vítima de violência doméstica!?"
"Que mal fiz eu para ter de sair da minha própria casa e ir para um abrigo? Que mal fiz eu para perder tudo, a minha casa, o meu conforto? Então, para onde vou? Será melhor voltar para o agressor e conformar-me com o meu destino..."
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Só números e estatísticas
Para além da história desta mulher do filme que decidiu acabar com o ciclo de violência doméstica, também vos falei da realidade deste país. Uma realidade tão distorcida de lidar com as vítimas de violência doméstica que são apenas números e estatísticas.
Vítimas que nem psiquiatras validam com stress pós-traumático. Em vez disso, enchem-nas de medicação para as colocarem quase a dormir. O agressor agradece, pois, ficam quase inanimadas a sofrerem abusos.
As vítimas têm de ir para abrigos, onde tomam banho e se sentam a comer com uma data de outras vítimas que nem conhecem! Deixam para trás as suas camas, cozinhas, casas de banho, a sua privacidade…
Ser vítima de violência doméstica, neste país, é ir encontrar uma nova forma de punição!
Relatar a tantos estranhos o que aconteceu é punitivo – de cada vez que a vítima tiver de falar sobre isso, será despedaçada a cada relato vergonhoso pelo que passou.
Pedem até especificidades, ou seja, a vítima tem de verbalizar, em voz alta, as ofensas, as asneiras que o agressor lhe dirige. Não há maior vergonha e não há maior ato vergonhoso do que esse!
A vítima que já está desassociada do seu ser, sente a vergonha, mas nem lhe ocorre que esta é outra forma de violência, de punição. Por isso, para além do stress pós-traumático, pode também sentir o chamado Síndrome de Estocolmo, achando que é errado o que lhe estão a pedir.
A vítima obedece a toda esta gente porque era o que fazia com o agressor:
- Se eu me portar bem, da forma como ele quer, então, vai parar de me ofender ou de me bater. Se me portar bem e fizer tudo o que a justiça pede, então, vão ajudar-me.
quarta-feira, 16 de outubro de 2024
E tudo o vento levou....
Muitos de nós têm como hobbie, ouvir música. Eu sempre gostei muito de música e o que mais gostava era R&B, rap, entre outras coisas. Gostava muito das letras das canções e até delirava com elas.
No último mês, foi preso um Rapper muito conhecido. As acusações são muito graves, o que deixou todo mundo perplexo, mas ainda assim, ninguém estava à espera do que foi descoberto. Hoje em dia, está tudo a falar sobre isso nas redes sociais! Com este escândalo vieram à tona artistas do mundo da música. Foi divulgada a participação deles neste escândalo. O que faziam, o que deixavam fazer-lhes!
...Lá está aquilo que eu sempre tenho vindo a dizer aqui...mais cedo ou mais tarde o universo dá a volta e quem faz mal aos outros acaba por pagar de uma forma ou de outra, nem que demore anos... Eu até acho que o universo deixa passar anos para que depois a queda seja na mesma quantidade do que o mal que fizeram...
Com tudo o que se soube, e eu penso que o que aconteceu comigo também aconteceu com muita gente, ou seja, no meu caso nunca mais vou conseguir ouvir aqueles cantores, ver os filmes deles, nem nada que tenha a ver com eles. Tudo o que eles representavam, como homens e mulheres, não passou de uma grande mentira. Todo aquele dinheiro foi conseguido com lágrimas de sangue e mais uma vez a fama leva as pessoas a venderem a alma ao diabo.
Mas ainda assim, não fica por aqui; Nas redes sociais pessoas “ditas normais”, estão neste momento a violar toda esta gente novamente! Um dos casos é a de um artista/cantor, que começou a sua carreira aos 15 anos, e que tem aparecido vídeos dele nas redes sociais...a fazer coisas...
Toda a gente está com muita pena dele, do que lhe possa ter acontecido, mas a verdade é que por Likes, postam esses vídeos dele. Esta é também uma forma de o estarem a violar novamente vezes sem conta! Um autêntico abuso emocional a acontecer nas redes sociais. Todos quase que choram, mas não deixam de o expor em vídeos que lhe trazem tanto sofrimento!
Mais uma vez se prova que as redes sociais tomaram conta do ser humano e ele está quase que incapaz de saber o certo do errado!
Eu sempre fui uma pessoa muito sensível, e quando vejo estas coisas fico muito triste. Não é nada comigo, é certo, mas ainda assim fico muito magoada com o que tenho andado a ver.
Dou muito valor àquelas pessoas que usam as redes sociais para transmitir ensinamentos! Todas as outras que exploram outras pessoas, que dizem mal, que mentem e afins, sinto muito desprezo por elas! Isto é o que acontece quando a doença mental tem nas mãos as redes sociais... os danos são enormes! Chamam a isto “Liberdade de Expressão”, mas esquecem-se que só se é livre quando não se está a prejudicar os outros! Se tiverem a prejudicar alguém, então é mesmo maldade, descompensação, sentimento de inferioridade.
Por isso digo, “e tudo o vento levou”, pois desde há uns tempos para cá a minha visão sobre as coisas tem vindo a mudar. A maior parte das coisas que eu achava giro, top.
Acho que estou a ter uma nova consciência, e possivelmente muitos de nós estão a ter esta mesma consciência.
Também acho que o mundo está a ficar próximo de uma nova consciência, próximo de vir a recuperar os valores morais. É exatamente isto que eu estava a pensar no outro dia:
Está tudo doido, está tudo em guerra, está tudo sem limites a achar que podem continuar a fazer o que querem.... quando isto acabar, acredito que virá ai uma nova consciência!
Essa consciência será a mais bela de todas!
terça-feira, 6 de agosto de 2024
Jogos Olímpicos – Que Motivação!
Como todos sabem, estamos na época dos Jogos Olímpicos em Paris. Os Jogos Olímpicos são várias modalidades onde se reúnem vários países para as fazer. Os atletas de alta competição competem entre eles, sempre à procura de fazer o melhor e quebrar records anteriores.
A minha parte preferida é sem dúvida a ginástica artista. Acho que é uma modalidade de grande beleza, ousadia, perfecionismo, e sem dúvida a minha favorita é Simone Biles.
Simone Biles, uma menina que passou por muitas dificuldades e contratempos violentos em pequena, mas que um dia numa excursão entrou num ginásio e decidiu, penso com 5 anos, e decidiu que era ginástica artística que queria fazer e assim quebrar o ciclo do que até então tinha aprendido. Agarrou no mau, “meteu goela adentro “e reinventou-se de forma positiva, sendo hoje uma referência no mundo da ginástica artística, uma referência para outras jovens, uma referência para o seu país.
Penso que o seu maior feito é a superação!
Podemos apreciar com um sorriso a forma como ela lida com a sua rival Rebeca Andrade, outra menina que se fez numa mulher referência. Temos então Simone Biles, dos Estados Unidos da América, e Rebeca Andrade, do Brasil. Duas jovens mulheres de países diferentes que tiveram tantas dificuldades em tenra idade e ainda assim superaram, insistiram, pois, sabiam que esse era o caminho delas. Com uma fé inabalável, nunca desistiram durante os percalços que tiveram até chegar onde chegaram.
Rebeca Andrade demorava 2h a pé para chegar ao ginásio!
Poderiam ter escolhido serem jovens com comportamentos desviantes, amarguradas, sempre a pensar no passado, ou mesmo a viver no passado, viver em drama constante ou com imensa dificuldade de sorrir e quando sorrissem ver-se que era forçado -nada disso – Pelo contrário, o sorriso delas aberto faz sorrir qualquer. Ambas têm um sorriso iluminador, como quase celestial, uma lufada de ar fresco para quem as vês sorrir.
Devido ao seu crescimento tanto profissional como intelectual e emocional, têm uma amizade e um enorme respeito uma pela outra.
Muito atentas a performance de cada uma, e até um pouco assustadas, tentam superar-se uma a outra, mas ainda assim, independentemente de quem ganha, elas sorriem uma para a outra e abraçam-se. Também no Tik-Tok, há vários vídeos delas a dançaram juntas na discoteca!
“Tudo se alcança, quando em vez de vivermos no passado, olhamos de frente para ele, validámos, choramos e por fim aceitamos e seguimos em frente! É a única maneira de viver em paz!”
quarta-feira, 12 de junho de 2024
Mentes Conectadas: Sozinho e com dificuldades para conhecer pessoas
Como conhecer pessoas novas quando temos um problema social com o sexo oposto?
Um leitor escreveu-me para falar da sua dificuldade em conhecer pessoas novas e do que é isto de estar sozinho, confessando que já desistiu. Como reagir nestes casos?
Mentes Conectadas: Sozinho e com dificuldades para conhecer pessoas
“Estava a ler um texto vosso a respeito de um homem de 45 anos que escreveu a pedir ajuda, pois encontra-se sozinho e já a desesperar.
Sugeriu-lhe inscrever-se em "aulas de dança de salão, grupos de leitura, grupos de estudo”, “até mesmo dentro da sua freguesia”, onde “há grupos específicos para começar a conviver com pessoas”, e isso despertou-me uma dúvida.
Na minha freguesia e nas freguesias em redor, não existem desses grupos. Eu sei porque estou na mesma situação desse quarentão. A diferença é que eu já desisti de tentar conhecer pessoas novas.
Ninguém tem interesse em conhecer singles masculinos, nem mesmo nas redes sociais, em especial após a pandemia. As pessoas só se relacionam com quem já conhecem.
Em danças de salão, quando existem, só lá costumam estar pessoas consideravelmente mais velhas (é um pouco como ir a uma piscina da freguesia e ver que a quase totalidade das pessoas por lá são mulheres e homens da Terceira Idade). Como é que isso ajudaria um quarentão?
Quanto aos grupos de leitura e de estudo, fiquei também confuso. Grupos de estudo? Com 40 anos já não andamos na faculdade, geralmente... A que grupos de estudo se referia? E os grupos de leitura não são, mais ou menos, a mesma coisa?
Penso que as pessoas que não possuem este tipo de problema social com o sexo oposto têm uma enorme dificuldade em compreender o conceito de se estar sozinho, e de ter dificuldades em conhecer pessoas novas.
A mim até já me sugeriram - com cara séria! - que fosse a museus para conhecer pessoas, e a esplanadas, para meter conversa, sem entenderem que um homem que meta conversa, nessas situações, é olhado de lado, como se fosse um esquisitóide qualquer, e é obviamente ignorado.
Desculpe-me pela minha confusão.”
Olá, bem-vindo!
Quando li o seu email, achei um pouco pessimista, não me leve a mal. Mas, por vezes, temos de sair um pouco fora da caixa e, caso a mensagem não se aplique, então ver que outras alternativas existem.
De facto, não tinha pensado que lugares mais pequenos em Portugal, podem não ter acesso às sugestões que mencionei. Erro meu, mas a mensagem é mesmo sair de casa, fazer uma lista de coisas de que gosta, ou gostaria, de fazer, para assim estar acompanhado por outras pessoas. É a melhor forma de poder conhecer alguém.
Não sinto que a pandemia tenha mudado algo. O que acho é que, após os 35 anos, torna-se mais difícil estar com alguém porque ambos já têm uma vida para trás, objetivos, e já sabem o que querem e o que não querem. A tolerância ao outro também diminui porque se fica mais exigente.
O que lhe sugiro é que quando ler algo e ficar com dúvidas, o que será sinal de que isso lhe despertou a atenção, explore o assunto, analise, e veja onde e como poderia aplicar isso na sua vida.
Em relação ao estudar em fase adulta, eu discordo totalmente, pois sei que há milhares de pessoas que se inscrevem nos M23 todos os anos nas faculdades, e quando não conseguem entrar inscrevem-se nas Unidades Curriculares.
Como vê, aqui está uma forma de conhecer alguém com os mesmos objetivos e numa área que ambos gostam. Não irá faltar tema de conversa!
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Até à próxima - Mentes Conectadas X
Não sei se quero namorar
Olá! Bom dia!
Escrevo-vos porque li a história de um homem de 45 anos que era solteiro, e de certa forma me vejo nela, com algumas diferenças. Tenho 30 anos, não tenho casa própria, mas trabalho e fisicamente sou magro. Não tenho orgulho no que vou dizer, mas até a data de hoje num namorei nem tive qualquer tipo de relacionamento, honestamente, acho que nem sei como namorar. As vezes dou comigo a discutir comigo próprio, o que eu faria se tivesse uma namorada, a resposta a que eu chego é: não faria nada, porque precisaria de algum insano para querer ter alguma coisa comigo! Sou uma pessoa quieta, tímida e pouco sociável, não tenho amigos nem amigas, não puxar nem manter conversa. Se não fosse pelo classificadosx, não saberia até hoje o que era estar com uma mulher. Haha. Verdade. A minha primeira vez foi com uma mulher de um anúncio do vosso site. Eu já tinha uma boa idade (28 anos), gostei da experiência, mas acho que foi um desastre completo.
Quando me encontro só, não consigo evitar de pensar que nunca encontrarei ninguém para mim, queria alguém para ter um relacionamento até ao fim, como os meus pais, mas atualmente, com esta sociedade está muito complicado, com casamentos que duram apenas um ano ou pouco mais, pois o que importa é a festa e o que se ganha dele. Eu soube da história de uma homem que é imigrante, tem mulher e amante aqui em Portugal como tem uma amante lá fora! Assim fica complicado, parece mesmo que elas preferem os bandidos! Esta nova sociedade e o avanço da minha idade fazem-me ficar em baixo, a pensar que morrerei sozinho, o que me leva consequentemente a pensar em "terminar" as coisas daqui a 3 anos.
Bem-vindo,
Namorar não tem nada de alarmante, nem de complicado, e até se torna algo bem básico de se fazer, pois, é sempre um relacionamento de duas pessoas, onde cada uma delas vai ensinando ao outro o que gosta, o que não gosta. A base é sempre saber ouvir o outro e saber ouvir o seu coração. Isso fará com que tudo se encaminhe e chegue a algum lado.
Parece-me que tem medo de namorar e falhar, mas se for o caso deixei-me que lhe diga que toda a gente falha e volta a falhar até acertar. Uns acertam, outros nunca acertam, mas pelo menos vive-se a experiência! Que experiencia é esta?
A experiência de estar com alguém, falar ao telefone, trocar mensagens, ir almoçar, jantar, passear, conhecer e dar-se a conhecer. Isto e a pessoa lhe agradar, é claro! Se a pessoa não lhe agradar não vale a pena fazer a experiência, pois ainda fica traumatizado e aí é que nunca mais tenta :). Se lhe agradar a pessoa, então dê pequenos passos ou deixe que a pessoa o conduza nessa aventura emocional. Depois vá experimentando em lhe dizer o que gosta e onde quer ir ou o que lhe apetece fazer.
Com relação as mulheres que preferem bandidos, como você disse – olhe ainda bem que os preferem pois assim você fica com mais mulheres equilibradas para escolher! Note, quando uma mulher escolhe esse tipo de pessoas – emocionalmente não disponíveis – estão a repetir um padrão que aprenderam em criança – ou seja- algum dos pais não teve emocionalmente disponível de alguma forma e isso leva a que elas em vida adulta procurem homens que também não estejam disponíveis emocionalmente, criando e repetindo o ciclo que conhecem e se tornou normal na vida delas. Mas eu acho que nem é esse o seu problema, mas sim a dificuldade que tem de arriscar e quer perfeição, coisa que não existe. Não existe pessoas perfeitas!
Também li que o seu primeiro contato sexual foi com uma acompanhante e nada tem de mal, desde que não faça disso vida, isto caso se você quer ter uma namorada, pois se não quiser e apostar ou até der como concluído que não é suficientemente social para ter alguém, então sugiro-lhe que pare de discutir consigo próprio e aceite a sua situação!
Das duas uma, ou arrisca e mete fé na coisa, ou dá por concluído que não serve para namorar! Quando fizer algumas destas duas, pare de se autopunir e até julgar os outros.
Se continuar a fazer isso só lhe vai trazer ansiedade, e a ansiedade vai ser o seu pior inimigo para o libertar e conseguir tomar decisões. É uma perda de tempo, é desnecessário e cansativo estar sempre a pensar no mesmo.
Sugestão: TPC :)
- Duas folhas
- Numa folha escreva as vantagens de namorar
- Em outra as desvantagens
Agora agarre e mais duas folhas
- Numa, quais as qualidades que gostaria de encontrar numa mulher
- Noutra, quais aas qualidades que tem para oferecer – e na parte de trás o que lhe impede de o fazer
Por fim….
Escreva tudo o que lhe faz sentir gratidão
Exemplos: Ver o sol nascer, ter água, ter luz, por aí fora
Um abraço
segunda-feira, 15 de abril de 2024
O stress pode causar problemas?
O stress, é o maior inimigo do ser humano e nos dias de hoje há muita gente a sofrer de stress, pois a vida e tudo que se passa no mundo leva as pessoas a terem muita ansiedade provocando muito stress.
Desde a pandemia que o viver em stress nunca mais parou! A pandemia trouxe muito medo, e o medo transformou-se em stress e muitas pessoas começaram a sofrer de doença mental. Quando a pandemia passou, começaram as guerras e as subidas de preço. Novamente a instabilidade instalou-se e muitas pessoas que ainda não tinham recuperado do stress da pandemia acumularam mais stress.
É mito difícil definir a linha do stress, pois a primeira ação do ser humano é tentar controlar e resolver por si as coisas. Nada tem de errado, pois é humano, mas o tentar resolver sozinhos pode provocar mais stress. A pessoa fica obcecada em resolver a situação e sem se aperceber acumula as costas uma carga muito grande que poderia ser dividida com outros. Essa divisão acontece quando se procura ajuda, quando se fala do problema, ou até mesmo quando se escreve sobre ele. Escrever também é uma forma muito terapêutica de olhar para os problemas, e eu que o diga! Quando se escreve, reflete-se, e as coisas podem vir a tornar-se mais claras.
Problemas de saúde:
Eu costumo dizer que os sentimentos têm morada própria dentro do corpo e habitam todos no estomago! Digo isto porque tudo se vem a refletir no estomago, a ansiedade, o vazio, que muitas vezes leva as pessoas a deixar de comer ou a comer demais, a começar a ter refluxo gástrico, úlceras e afins.
Por isso o melhor é mesmo pedir ajuda antes que agrave tanto psicologicamente como fisicamente. Não tem de ser ajuda profissional, pode até ser com amigos ou até mesmo escrever, os mais corajosos podem até fazer um vídeo pessoal, pois será como falar a um espelho. Deixo aqui as dicas. Boa sorte a todos
quarta-feira, 27 de março de 2024
Mentes Fechadas
Por vezes deparo-me com pessoas com mente fechadas. Pessoas que questionam coisas que não entendem e que não querem entender, pois auto programaram-se para seguir uma linha e não conseguem “fingir para acreditar” nas suas crenças.
Pensam que percebem, mas no final não percebem nada! Não conseguem perguntar o porquê de ser assim ou assado para ouvir a outra perspetiva da pessoa. Se as pessoas entendessem que na vida é “cada macaco no seu galho”, tudo seria mais fácil e correria sobre rodas.
Falando de mim,
Eu quando faço algo há sempre um propósito para o fazer, dizer, etc…
Não faço as coisas à-toa! Como dizia o meu mentor “Eu saio fora da caixa e olho sempre um pouquinho mais à frente”, porque me sinto conectada com as pessoas e o mundo, apesar de o meu contacto social ser zero! Eu não socializo, eu sou uma pensadora, ponto final. A mim não me interessa conversas sobre aquela, o outro, e afins. Esse tipo de conversa nada me acrescenta, nada me ensina e quando dou por mim no social básico onde há essas conversas eu fico ansiosa e em cinco minutos já me fui embora!
Eu gosto de conversas profundas, pois se vierem falar comigo sobre sentimentos, emoções, cultura, história, política, aí sim, eu sou toda ouvidos! Costumo dizer que não tenho tempo para conversa de café, e muito menos tenho tempo para pessoas que não conseguem receber a mensagem que eu quero passar! Se essas pessoas convivessem comigo ou se me conhecem-se entenderiam o porquê de eu dizer isto ou aquilo e eu teria a oportunidade de me explicar, debater, e chegaríamos a uma conclusão. Possivelmente ambas as partes aprenderiam durante o processo.
Ainda assim, eu permito-me a dar explicações a essas pessoas uma, duas, ou três vezes. Após isso, e se vejo que a mensagem não está a ser passada, eu entro em frustração que me leva à raiva, desmoralizo e acabo por “acenar” com a cabeça a concordar e a dizer OK. É o mesmo que dizer “faz como quiseres, pois, eu caguei e andei”.
Eu sou uma pessoa que em tudo que faça tenho de estar motivada para o fazer e gosto de ser apreciada pelas coisas que faço! Verdade! Eu gosto de elogios e que me deem valor. Não gosto muito de ser questionada quando eu sei que se sou quem sou hoje foi porque fui ensinada pelos melhores! Esses melhores, ainda hoje são pessoas de grande sucesso!
As vezes pessoas que me conhecem há anos também cometem este erro – ainda ontem “virei a boneca com uma vizinha minha”, alguém que eu sinto que não é muito inteligente, mas como crescemos juntas continuo a dar-me com ela. Questionou-me o porquê de eu ir tirar fora as portas da marquise, dizendo-me que se eu o fizesse ia passa muito frio!!!!
A minha resposta após grande suspiro foi:
OH MY GOD!!!! Já me conheces há tantos anos e estás-me a perguntar isso?? Ouve lá, estamos em que estação do ano? Primavera, certo? A seguir vem o Verão, e durante os próximos meses até ao Outono eu irei juntar dinheiro para colocar uma porta! Mas qual é ainda a dúvida que todas as decisões que tomo é por alguma razão e já estão estruturadas?
Eu não sei como é convosco, mas eu não tenho muita paciência para quem dúvida das minhas capacidades, e decide invalidar todo o conhecimento que adquiri. Poderia relativizar? Poderia, mas tudo o que eu sou hoje foi com muito suor, muito trabalho, muita dedicação!
Por isso, quem quer o melhor de mim vai ter, quem não quer, passa ter o social básico – BOBAGE!
terça-feira, 12 de março de 2024
Carta para o fundo de desemprego basta?
Muitos de nós passamos por bons trabalhos, com pessoas com bom fundo, mas outras vezes não...
Não há volta a dar, todos temos que trabalhar para sobreviver, para podermos pagar contas, comer, vestir, e, por isso, muitas vezes, nos sujeitamos a coisas menos boas, a promessas que não foram compridas, a enganos e decepções.
Ainda assim, temos o direito de querer o melhor para nós e de procurar outro emprego com outras condições. Enquanto procuramos, há direitos que temos que ambas as partes têm que cumprir, tanto patrão como empregado.
Por vezes, as coisas não acabam da melhor maneira e quando se dá conta, o empregado começa a sofrer jogos psicológicos por parte do patrão e, em vez de procurar emprego, tem de andar atrás do patrão para ser pago, ou até mesmo para obter a carta para o fundo de desemprego.
Quando isto acontece tem que se apresentar uma queixa no Tribunal do Trabalho, caso tenha paciência para aguardar. Se não tiver paciência, mais à frente digo-lhe o que pode fazer para além da queixa no Tribunal de Trabalho.
O caso que eu venho aqui falar aconteceu em dezembro e acabei de ter um enorme debate aqui na rua, um debate profundo, porque um amigo meu recebeu a carta para o fundo de desemprego que foi entregue pela TOC da empresa para onde ele trabalhava. Mas a contabilista não lhe deu o Modelo 5044, pois têm que dar ambos entrada na Segurança Social.
Se você for lá só com a carta do fundo de desemprego, mas sem este modelo, volta para trás e não é aceite! A TOC sabe que tem que fazer esse modelo, pois se ela é a oficial de contas, se faz os pagamentos pela empresa e trata de tudo, tem que lhe dar esse modelo!
Se não lhe der, então está a infringir a lei! Está a recusar-lhe algo a que tem direito.
O que pode fazer de imediato é pedir o livro de reclamações da contabilidade - ninguém pode recusar dar ao cidadão o livro de reclamações!
Se o problema persistir, pode apresentar queixa na PSP e deixar que a investigação criminal investigue. Quando for chamado, tenha consigo todos os detalhes importantes, todas as provas e não se perca a contar a história toda. Seja assertivo, conciso, para ser bem clara a sua queixa, de fácil entendimento para ser produzida em escrito pelo inspector de forma clara.
Não se esqueça que chegando ao Ministério Público, tem que ser claro como a àgua o que está escrito e a sua queixa, pois são pessoas que dão muita importância ao que está escrito e ao português.
Quando o inspector lhe der a queixa para as mãos, leia com atenção antes de assinar e veja se há falhas, ou falta algo.
Após isso e se o bullying continuar, você pode fazer aditamentos por cada ocorrência junto da PSP. Garanto-lhe que irá ser ouvido!
Estes bullyings de patrões para com empregados, estas lenga-lengas, têm forma de acabar porque você como trabalhador tem direitos e como ser humano mais direitos tem!
É tudo por agora!
Como passar o inverno
Esta época é perigosa para a saúde mental, mas há várias coisas muito giras para fazer...
O inverno é tão chato! Distrai-nos com o Natal e o Ano Novo, pois estamos tão focados nestas festas que o frio nem se nota, mas, ainda assim, é sempre complicado. Ninguém gosta de frio e chuva. É incomodativo e faz com que se queira é estar em casa no quentinho. Bem tapadinhos, a hibernar!
O inverno é a altura mais perigosa para a saúde mental, pois se não se tomar ação, pode-se ficar deprimido. Dias frios, chuvosos, escuros deixam-nos tristes e, por vezes, sem motivação.
Ainda assim, há que contrariar a vontade e o inverno requer maior esforço para nos auto motivar.
Há várias coisas que pode fazer que são muito giras e em família. Deixo aqui algumas dicas...
1. Visitar museus
Além de ser barato, também se aprende! Pode pesquisar no Google quais os museus na sua cidade e ir visitar um deles a cada fim de semana.
2. Ir ao cinema
Também pode ser barato, pois há operadoras de telemóvel, assim como bancos, que têm parcerias com os cinemas e que tornam o bilhete mais barato. Só tem que ver se a sua operadora e o banco têm alguma destas parcerias.
Pode até estar a pensar que pode ver o filme na net, mas não é a mesma coisa, pois não? Pelo menos, quando vai ao cinema, acaba por sair de casa, conviver, ver pessoas, e até jantar fora em família, visto que os cinemas são, normalmente, em centros comerciais.
3. Fazer um workshop ou um curso
Há coisas giras, como por exemplo, aprender a fazer sushi, a fazer bolos decorativos, trabalhos manuais, costura, pintura, entre outras coisas, que existem e podem ser muito divertidas.
4. Concertos
Pode sempre comprar os bilhetes online, pois não há só concertos no verão. Veja na sua cidade se há!
5. Artes e exposições
Visitar exposições e mostras de artes também é uma boa aposta e para além de ver coisas únicas, pode também tirar fotos espetaculares.
Deixo aqui um vídeo para seguirem, pois todas as semanas dá dicas sobre Portugal...
Como cuidar da saúde durante o inverno
Algumas dicas para lidar com o frio e com as infecções respiratórias nesta época.
O frio e as infecções respiratórias têm estado em destaque neste inverno. Ninguém gosta do frio e também de estar doente. Ambas as coisas deixam-nos sem vontade para fazer alguma coisa. Preferimos estar no quentinho sossegados a ver televisão a comer e a beber chá quentinho.
Para muitos, o gasto de eletricidade com relação ao aquecimento também é uma grande dor de cabeça e, por vezes, eu vejo pessoas na câmara Zoom de casacos vestidos, cheias de frio dentro das suas próprias casas.
Mas quando há coisas negativas temos que procurar o positivo delas e, às vezes, dar atenção ao problema e ver se há solução.
Com relação ao frio, o mais sensato será estar com o aquecedor por perto, mas fechar todas as portas da casa para que não consiga passar. Assim, o aquecedor consegue aquecer devidamente aquela área onde se encontra. O frio não consegue passar e acaba por manter quente aquela área, e até podes desligar o aquecedor porque fica o quentinho no ar. Como tal, acaba por poupar energia.
O saquinho de água quente está sempre na moda, pois se você tiver os pés quentes, o corpo aquece logo. Beber bebidas quentes também o vai ajudar muito.
Os banhos de imersão para além de serem relaxantes, também são benéficos porque aquecem o corpo. Relaxe ali durante 20 minutos, quentinha, a saborear o bom da vida...
Proteja-se das doenças respiratórias usando máscara
Com relação às doenças respiratórias, muitos deixaram de usar a máscara e agora parece que temos alguma vergonha de voltar a usá-la.
Ora bem, se você tem algum tipo de doença pulmonar respiratória ou que seja, seria bom usar a máscara durante o inverno e não há nenhum problema ou vergonha com isso. Acaba por se proteger e por não deixar o frio entrar pela garganta, pelo nariz, criando algum tipo de infecção.
Usar máscara neste passado recente ensinou que é uma boa proteção contra as infecções respiratórias e toda a porcaria que anda no ar. Então, porquê deixar de a usar?
Se você for para um Centro Comercial, para os transportes públicos, onde haja muitas pessoas, vá com máscara sem problema absolutamente nenhum.
E se por acaso está com uma infecção respiratória, que é muito complicado, o melhor mesmo é seguir todas as diretrizes do médico, beber muitos líquidos e hidratar bem o corpo. Coma coisas leves e agasalhe-se muito bem. E fique em casa!
Não é nada bom você saber que está doente e, mesmo assim, ir trabalhar para espalhar a doença para outras pessoas que podem ter um organismo muito mais vulnerável do que o seu, o que pode ser fatal para elas.
Há suplentos alimentares que também o podem proteger antes do inverno e durante o inverno para que o seu sistema imunológico consiga resistir às doenças que chegam nesta altura.
Por exemplo, a vitamina C é essencial para a pele e para o bom estado do organismo, Ou seja, é um grande aliado contra as gripes. A vacinação continua a ser muito importante e se você tiver oportunidade, vacine- se contra a gripe e contra a covid.
Prevenção é sempre a melhor solução.
É tudo por agora...
Ser ativista pode ser ingrato
As ativistas têm no sangue pensamento crítico e quando vêem algo surreal, atuam logo.
Uma ativista é uma pessoa que dá as suas opiniões sobre o que, normalmente, está errado e também acaba por sugerir o que acha que está certo. Habitualmente, é alguém que acredita numa causa e luta por ela...
E não deixa que essa causa seja "sujada", ou até que tentem inventar coisas, pois acredita na causa e não quer que esta se venha a perder devido a pessoas que gostam de inventar, ou até de ignorar, o que lhes convém!
O mundo não gosta muito de ativistas, pois seria melhor vivermos caladas. Abordar problemas pode ser desconfortavél para o ser humano, pois quando o ser humano não se conhece muito bem, tem tendência a seguir o grupo.
Segue o grupo porque não se quer sentir rejeitado e tem necessidade de pertencer a algo. Então, não é capaz de ter pensamento crítico!
Já as ativistas têm no sangue pensamento crítico e quando vêem ou ouvem algo surreal, atuam logo, mostrando um outro lado! Dou como exemplo um caso que me aconteceu esta semana...
Ouvi uma coisa da boca de uma pessoa que me fez confusão, mas tudo bem. O pior foi quando ouvi a repetição do mesmo da boca de outra, e antes de se tornar-se moda agi!
Escrevi um post a dizer que dentro da associação a que eu pertenço, não se fazem famílias instantâneas, mas aprende-se a lidar com a perda das nossas verdadeiras famílias. Elas acham que é "VIP" fazer famílias instantâneas, e eu acho que nem sabem o que estão a dizer!
Então expliquei...
"... Algo americano, nascido e criado dentro das prisões americanas, pois é dentro destas prisões que surgem as "famílias instantâneas como meio de sobrevivência". Quando se chega a uma prisão americana, já lá existe formada uma família, onde um é o pai, outro o avô, o tio, o sobrinho e, como tal, para pertencer àquela família/gangue ser-lhe-á atribuída uma função familiar.
Parece-me que houve alguém saído da prisão que trouxe este sistema de institucionalização para esta associação, e agora anda meio mundo a dizer isto porque sentem que é VIP dizê-lo..."
Começou a haver muitos comentários no post, cada pessoa dava a sua opinião, mas com respeito, mesmo que fosse contrária à minha, o que quase nunca há!
Eis que fui insultada por uma VIP das "famílias instantâneas"! Picou-se, mas o foco dela era a minha foto de perfil. A dizer que era impossível ser eu, pois parecia uma artista de cinema!
Ora bem, eu faço parte desta associação há 25 anos e toda a gente sabe que na foto sou eu. O que me chateou foi a falta de respeito, pois é como uma facada que me entra no cérebro e eu disparo automaticamente. A seguir, disse-lhe tudo como os malucos, e ainda a convidei a dizer o que disse pessoalmente.
Se eu tenho consciência do que lhe respondi? Tenho! Mas a mim ninguém me falta ao respeito!!! Eu não admito tal coisa! Eu não falto ao respeito às pessoas, sou educada e estou sempre a sorrir. Só que tenho cérebro para além da beleza e, por isso, escrevo, analiso e tenho pensamento crítico. O mais importante nisso tudo é QUE TENHO VOZ ATIVA na sociedade.
Agora todos os meus posts têm que ser revistos! LOL Eu estou-me a rir, mas não tem graça nenhuma quando vejo que "quatro gatos pingados" decidem querer silenciar-me, ainda para mais quando os conheço e apetece-me começar com o meu sarcasmo...
"Estou pendente da publicação? Mas quem és tu? Vamos falar de ti? É que eu consigo falar agora de ti no presente, mais do que tu de ti mesmo nos próximos dez anos..."
Conclusão disto
As ativistas a única coisa que dão é o seu ponto de vista e mostram o que lhes parece errado. Elas não obrigam ninguém a ver as coisas como elas vêem! Simplesmente, têm uma voz ativa na sociedade. Sentem que o que está a ser feito ou dito pode prejudicar o ser humano e, por isso, falam e escrevem, alertando as pessoas de que também existe uma outra verdade, um outro ponto de vista.
Já as pessoas que discordam, então que o digam com educação, mesmo sendo confrontação. Que o façam com educação e não em gozo pela Internet, tentando ridicularizar quem está a dar o seu melhor. É que, no final, acaba-se por perder o foco do tema e o foco passa a ser a discussão gerada!
Amizade por correspondência
O que dizer daqueles amigos que se tornam "tomadores" e nada têm para oferecer?
Muitos de nós temos amigos e, por vezes, tornam-se a base da nossa vida. Amizade é uma relação mais íntima que temos com alguém. Alguém em quem confiamos, com quem partilhamos os nossos segredos e dificuldades. Escolhemos alguém, neste mundo, como amigo e pensamos que podemos contar com essa pessoa para a vida.
Criamos expectativas, mas também tratamos essa pessoa de acordo com as nossas expectativas. Até aqui tudo muito bem.
Há pessoas que passam pela nossa vida em certa altura, mas, depois, durante a vida, a nossa personalidade sofre alterações, outros interesses aparecem e, por vezes, há amigos que se perdem no caminho. Mais uma vez, até aqui está tudo muito bem! O que não me parece bem são aqueles amigos que se tornam "tomadores" e nada têm para oferecer.
Uma pessoa amiga minha que sofreu um desgosto muito grande no dia 30 dezembro, pois teve uma enorme perda e tem estado muito infeliz, só neste mês, teve um contato de um amigo por quem tinha muita consideração! Um contato tonto, pois essa pessoa amiga dizia-lhe que queria ir beber café com essa pessoa naquele dia! Tinha de ser naquele dia!
Claro que a pessoa recusou, pois as coisas não se fazem em cima da hora! Eis que do outro lado ouve:
- Vou para a América de férias e queria saber se podes, novamente, ficar com a minha cadela.
O corpo, que é algo maravilhoso, deu logo sinal de que alguma coisa não soava bem, e o que não soava bem foi a manipulação exercida!
Ora bem, essa pessoa não queria passar tempo com a outra, ouvir a sua dor, dar uma palavra de fé, força e esperança - o que queria mesmo era que lhe ficasse com a cadela.
Manipulação
“Eu quero muito que a minha cadela fique contigo porque eu, no ano passado, deixei-a com outra pessoa e a cadela vinha magra e infeliz. E quando esteve na tua casa, há dois anos, vinha toda feliz e até se via que sentia a tua falta!"
A pessoa minha amiga tinha a ficha a meio e chegou a dizer para esse amigo lhe ligar mais próximo da data, para ter uma resposta definitiva.
Manipulação e tentativa de responsabilizar o outro:
“OK, OK, mas, então, vou já comprar os bilhetes!”
Despedem-se, desligam o telefone e eis que a ficha cai e, para além de ficar clara a manipulação, fica também claro o egocentrismo e narcisismo da outra pessoa, e ficou também claro que a dor da outra pessoa não lhe interessava.
Isto parece conversa de café, mas não, pois, imaginem, alguém estar a passar por uma dor emocional e a precisar de pessoas para a apoiarem e essa pessoa, em quem mais confiava, fazer-lhe uma coisa destas!
A pessoa já se sentia sozinha e mais se ficou a sentir. Em conversa, disse-lhe:
- Olha, aproveita o luto do teu desgosto e faz já este também! Vai tudo de seguida!
Isto para dizer o quê?
A amizade não é nenhum contrato vitalício! Eu também conheço essa pessoa e isto diz-me que ela, que até era evoluída emocionalmente , regrediu na inteligência emocional. Não me admirei muito porque já andava, há algum tempo, a conseguir ver isso através dos textos que escrevia.
Ora bem, quando há alguém que continua focado no crescimento espiritual e a outra regride, então começa a deixar de haver coisas em comum - e a nível emocional e de amizade começam a ficar desconectados! A confiança enfraquece, então porquê continuar com uma amizade em que os dois estão em pólos diferentes?
"Arranca e não faças pó!"
Eu, pelo menos, sou assim. É muito, mas muito difícil deixar alguém entrar no meu mundo e confiar em alguém. E, depois, sou muito rápida a eliminar pessoas da minha vida! Não papo grupos!
Um exemplo recente... Tenho um amigo simplificado, LOL, há 26 anos. Pedi-lhe ajuda para telefonar a alguém que estava a passar um mau bocado. Não é só um mau bocado, é alguém sobre quem tenho estado à espera de receber um telefonema a dizer que morreu - ou seja, eu para pedir ajuda, ou até aceitá-la, é porque é um caso sério, pois sou muito autosuficiente.
Fui uma criança que teve de ser adulta mesmo antes de chegar à adolescência, por isso é natural. Esse amigo meu disse-me que não lhe ia ligar porque não lhe apetecia! Resposta errada!
Como é que alguém se recusa ajudar alguém que pode morrer a qualquer momento, alguém dentro do nosso grupo que conhecemos há quatro anos?
O que mais avalio numa amizade é a integridade da pessoa, os valores morais, independentemente da raça, sexo, religião, trabalho que tenha. Quando vejo que não há humanismo, ou integridade, eu retiro-me da vida da pessoa e nem deixo que me contacte mais!
TEMOS DE SER DUROS!
Vivemos no futuro?
Hoje venho falar de um entretenimento antigo: Gladiadores.
Os Gladiadores remontam a tempos antigos, mas foram os Romanos que lhe deram mais uso. Criaram Coliseus que serviam para os Gladiadores se debaterem até à morte para entreter todos, desde o rico ao pobre. Muitos deles eram escravos que morriam em arena às mãos dos melhores.
Ainda hoje se fazem filmes aclamados por todos os que os vêem sobre esses tempos de lutas entre homens.
Acredito que quando as pessoas vêem esses filmes pensem como era cruel aquele tempo. Pobres homens que eram obrigados a combater, e pobre do ser humano que se punha ali a assistir, sem ter pena daqueles homens! Chega-se até a ficar revoltado com tamanha violência exercida naqueles Coliseus!
Tanta gente que assistia e nada fazia e até aplaudiam! Como era possível tal coisa?
Acredito que há pessoas que pensem: "o passado era terrível!"
A minha pergunta é: Como é possível tal passado ser o presente?
Como é possível haver pessoas que gravam com os telemóveis outras pessoas em situações de violência em vez de ir ajudar, pois querem partilhar nas redes sociais para o entretenimento de outras?
Como é que é possível esta onda de influencers que dizem o que querem sem olhar a meios para ter protagonismo, não medindo o impacto que podem ter nas pessoas?
Como é possível haver o TikTok onde se vêem pessoas a fazerem coisas estranhas, a imitarem animais, ou a fazerem coisas durante horas seguidas que nem eu ainda consegui perceber muito bem o que estão a fazer?! Só sei que lhes dão rosas para elas continuarem naquela miséria humilhante!
Como é possível haver um Twitter que decide deixar colocar tudo, como jovens a terem sexo, como pessoas a matarem em direto, ou até mesmo a fazer mal a outras?
Como é que é possível haver um Pornhub que jura a pés juntos que aquela rapariga e aquele rapaz são maiores de idade quando existem redes criminosas com poder de compra de identidades falsas? Vê-se perfeitamente que são crianças menores!
Como é que é possível haver pelo mundo sites que objetivam escorts e decidem ter uma data de avaliadores, avaliá-las como se de um leilão se tratasse, colocando-as numa situação ainda mais arriscada, não querendo saber das novas leis de cyberbullying e proteção de dados?
Como é possível que o programa com mais audiências seja o "Big Brother"? Um jogo, é assim que lhe chamam, agora na TV, que é o maior coliseu que o ser humano já fez, onde pessoas se maltratam/degladiam em direto para obter o prémio de sobrevivência e são aplaudidas, ou não, por milhares de espectadores? E o que os espectadores mais esperam deste jogo? Guerra entre eles para os motivar a continuarem a ver!
Mudamos com o tempo? Não! Apenas se abriram Coliseus maiores!
Anda meio mundo a falar de valores morais, de mudança, direitos para lá e para cá... É só falsos profetas com falsas profecias, quando A VERDADE básica já ensinada é que primeiro temos nós que mudar de forma individual. Através do exemplo que gera a atração!
Trabalho remoto é o futuro ou o passado?
O que se diz futuro, não o é! Há anos que isto acontece...
Fala-se muito em trabalho a partir de casa como algo que irá fazer parte do futuro. Este método ganhou mais proporções durante a pandemia, e muitas empresas apostaram nisso.
Muitas das grandes empresas têm o seu apoio ao cliente através do trabalho a partir de casa. Por vezes até chega a ser evidente, pois ouvem-se crianças durante os telefonemas e é claro que aquela pessoa que está connosco ao telefone está na sua casa!
Para os trabalhadores é cómodo, pois não têm despesas em transportes e nem o stress diário de ir e vir para o trabalho.
Para as empresas também é lucrativo porque não têm gastos com escritórios, redes telefónicas de call center, luz, água, material de escritório, móveis de escritório... Parecendo que não, isso tudo encarece muito as despesas de uma empresa que tem sempre de ter a contabilidade organizada obrigatória, IVA, IES, IRC, TSU, pagamentos especiais por conta...
Mas será que é o futuro ou estamos a voltar ao passado?
Vamos dar uma vista de olhos ao passado...
Existiu e ainda existem restaurantes que são em vivendas, onde os donos moram no primeiro andar e o restaurante é em baixo. Ainda há muitos cafés que ficam por baixo da residência dos donos.
As mercearias eram no anexo à casa do dos donos.
O cabeleireiro era, muitas vezes, em casa das próprias cabeleireiras.
O sapateiro tinha a loja por baixo da sua residência, assim como o barbeiro.
As pessoas iam a casa das esteticistas fazer as unhas.
E até os padres viviam num espaço anexo às Igrejas.
Basta dar uma volta às terrinhas de Portugal e ver que ainda existe este tipo de coisas.
Por isso, o que se diz futuro, não o é!
Há anos que isto acontece, há anos que faz parte do passado, mas como é tudo mais tecnológico, pensa-se que é o futuro. Na verdade, estamos a voltar ao passado, e é OK!
Grandes empresas entenderam que o passado estava certo e que é por aqui o caminho de menos despesas, mais liberdade, mais suavidade na relação trabalhador-patrão-empresa.
Para uns é bom, para outros não tanto, para outros é mais ou menos!
Eu já achei perfeito, mas hoje em dia, dou por mim a lembrar-me da loucura que era estar com as minhas ex-colegas durante o dia! Estou a ter muitas saudades dessa dinâmica, das gargalhadas, das brincadeiras, de meter toda a gente a rir, dos jantares, da ajuda no trabalho para cumprir objetivos, do dinheiro que se ganhava.
Diz-se por aí que no Trabalho Sexual ganha-se dinheiro. Ora, para quem chegou a ganhar o ordenado mínimo, talvez seja verdade, mas para quem já teve trabalhos como vendedora sabe que é mentira.
A única ilusão aqui é que o Trabalho Sexual é pago ao dia, em dinheiro ou MB Way, então, tem-se aquela ilusão de que se ganha bem!
Nas vendas, o dinheiro é pago ao final do mês, mas quando chega o dia, é o triplo do que se ganha em qualquer atividade sexual, já para não falar dos benefícios fiscais que isso origina, da imagem e estatuto perante os Bancos devido ao grande IRS que se apresenta!
Junta-se o útil ao agradável, convive-se com colegas, com outras conversas, ganha-se dinheiro, por isso, deixou de ser atrativo o trabalho a partir de casa. No meu caso, eu preciso de pessoas à minha volta, preciso de sentir o frio e o calor a bater na cara, preciso de ser livre novamente!
Pode uma acompanhante ter tutela do filho?
O peso do estigma continua a marcar quem faz Trabalho Sexual.
Recebi uma mensagem de uma acompanhante que está com dúvidas sobre se deve assumir a sua atividade profissional, ou não, para ter a tutela do filho de sete anos.
Sou a Vânia e gostaria de obter algumas informações.
Tenho um filho de 7 anos aos cuidados dos avôs paternos.
Vivo esta vida de acompanhante há mais ou menos 6 anos.
Gostava de estar com o meu filho aos fins de semana. E ainda assim continuar com as minhas terapias sensuais.
É possível uma Acompanhante de Luxo ter tutela do filho aos fins de semana estipulada pelo tribunal? Ou convém eu esconder ao máximo?
Obrigada, atenciosamente,
Vânia P.
Olá, Vânia, espero que esteja tudo bem consigo.
Quando li o seu email, pensei que seria mais apropriado para um advogado, e acho que deve consultar um para que lhe possa responder se deve ou não omitir que é acompanhante.
O que lhe posso dizer é que se fala muito em combater o estigma, mas o facto é que ele existe e vai existir sempre.
Eu não consegui entender no seu email o porquê do seu filho não estar consigo, mas é importante refletir sobre isso, pois o tribunal vai querer saber o porquê, caso você tenha de ir para tribunal. Eles fazem uma avaliação minuciosa e, por isso, tem de ir bem preparada para lhes dar as respostas que vão exigir.
Agora a nível emocional…
É importante para o crescimento do seu filho conviver consigo e ter alguma proximidade, e também é importante para si, pois ambas as partes aprendem imenso.
Pode continuar a ser acompanhante desde que seja na ausência dele, ou seja, durante a semana faz o seu trabalho e no fim de semana, dedica-se ao seu filho apenas. Cada coisa no seu lugar, pois há tempo para tudo e proteger os filhos dessa exposição é importante.
Defina bem o objetivo, a seguir defina bem o plano. Fale com o seu filho e diga-lhe o que vai fazer, e depois arranque em força com toda a fé, força e esperança!
Sem medo Vânia! Mesmo que as pernas tremam.
Continue a caminhar porque o final vai ser belo e vai-lhe trazer o seu filho aos fins de semana e mais autoconfiança.
Boa sorte!
Relação após infância não resolvida
Se nunca resolveram, onde e quando vão resolver?
Hoje vou falar de uma mensagem de um homem quer quer saber o que acontece numa relação entre dois adultos com uma infância não resolvida.
O que acontece quando dois adultos com uma infância não resolvida se juntam num namoro ou casamento?
João, 48 anos, Oeiras
Olá João.
Isso é uma ambição? :) Estou a brincar.
A primeira coisa que me vem à cabeça como resposta é separação/divórcio, mas vamos lá desmontar isto...
Vamos começar a pensar no seguinte... Se eles nunca resolveram, onde e quando vão resolver? O que vão fazer a esses sentimentos? Possivelmente, vão levá-los para dentro da relação. Mas isto é o meio do processo, pois houve primeiro um princípio, e esse princípio deu-se quando se conheceram.
Aquela chamada atração física camufla a verdadeira atração por aquela pessoa, pois, possivelmente, o que vos atrai é a dor emocional. A dor emocional, por vezes, vai ao ginásio, veste-se bem, maquilha-se bem, como disfarce, e anda por aí entre os mortais.
Sugiro já um livro para o João ler que é “Eckhart Tolle - Um Novo Mundo”. Irá compreender toda esta atração que sentimos uns pelos outros e o porquê.
Tendência entre quem não tem infância resolvida
Há uma tendência entre as pessoas que não têm a infância resolvida de namorarem, ou até casarem, com aquele ou aquela mais parecida com um dos progenitores.
Progenitor esse ou essa que teve mais dificuldades durante a infância. Um namoro ou casamento com alguém parecido é uma reprodução e projeção da infância. É o que conhece, é-lhe familiar, mas depois esquece-se o quanto doloroso foi e será.
Aqui, antes de se envolver numa relação assim, o melhor será fazer o filme até ao fim.
O João fala no plural - "dois adultos". Agora que leu novamente, o que lhe parece este plural? Não será muita gente?
Sugestão
Comece por si - identifique, escreva até num papel -, as mágoas da sua infância. Depois escreva as mágoas dos seus ex-relacionamentos e veja se são parecidos, se há coisas em comum.
Você nem precisa de esperar que o outro mude ou olhe para a sua infância, pois se você fizer esse trabalho consigo próprio - identificar, entender e finalmente aceitar -, verá que irá deixar de se sentir atraído por pessoas com infâncias idênticas à sua. O trabalho interior e a aceitação vão levá-lo para outro patamar, onde se vai dar ao luxo de rapidamente identificar o que não é ok para si.
Também irá ambicionar outro tipo de relacionamentos. Relacionamentos sem muita bagagem, algo mais leve.
Se me disser que já está num relacionamento assim e que ambos estão a trabalhar nisso, então posso dizer que também é possível, se ambos forem honestos e quiserem mesmo quebrar o ciclo. Mas é um processo e a paciência é primordial, pois cada um demora o seu tempo a encontrar-se.
Se não estiver numa relação assim, então pergunto-lhe:
Quer passar o tempo na relação a falar de problemas ou a viver a vida com uma pessoa já resolvida?
Quer continuar a alimentar a sua dor, alimentando-se da dor do outro? Não se esqueça que o outro também se vai alimentar da sua - ambos acabam drenados e sem mudança!
Um abraço.
sábado, 9 de março de 2024
A infância define a vida adulta?
O ambiente onde se nasce pode ser problemático e até violento. Vamos então falar disso, pois é, muitas vezes, uma análise controversa.
Nos Estados Unidos, leva-se em atenção a infância das pessoas que estão no corredor da morte. É algo recente, pois a pena de morte era baseada no histórico criminoso do indivíduo.
Atualmente, muitas penas estão a ser comutadas a prisão perpétua devido à infância do indivíduo.
Nas várias entrevistas que dá, o indivíduo começa por contar como foi a sua infância, justifica assim os seus atos, personalidade e predisposição. É como se tivessem sempre vivido dentro de uma casa sem portas ou janelas, onde o sol nunca nasceu – nunca houve uma hipótese, alguém que confrontava o comportamento, alguém que ajudasse, um amigo, um professor, um patrão, e etc....
Depois, há aqueles que tiveram uma infância perfeita, cheia de oportunidades, amor, e, ainda assim, decidiram ser criminosos. Como se explica isso?
É aqui que a controvérsia entra, pois não se compreende com rigor analítico o que originou estas decisões. Tornam-se então axiomáticas, o que dá origem a uma explicação de vários distúrbios de personalidade. Para cada caso é dado um parecer da personalidade do indivíduo.
É então escrita, validada e dita ao indivíduo.
Agora, vamos falar de um outro exemplo...
O professor e escritor Frank McCourt que, em 1997, ganhou o prémio Pulitzer com o seu livro ”As cinzas de Ângela”. É um drama biográfico que está disponível na Netlfix e que retrata a sua infância vivida na Irlanda católica.
McCourt viveu em extrema pobreza, fome, com um pai alcoólico e, muitas vezes, ia para a escola sem sapatos. Apesar de tudo, tinha o sonho de ir para a América. Esse sonho, no meio de tanta dificuldade, torna-se esperança, uma pequena janela meio aberta, onde se via uma pequena luz a romper, mesmo nos dias mais escuros da sua vida.
Com fome 24h por dia, ia aproveitando as pequeníssimas portas que se iam abrindo - um patrão que acreditou nele e lhe deu trabalho; um professor que o disciplinava e também lhe ensinava princípios, valores morais, que aliviava a sua dor, dizendo-lhe para não ter vergonha de ser pobre; um padre que, através da confissão, o fez libertar da sua culpa e vergonha; uma tia que acreditou nele; uma menina enferma com tuberculose que fez amor com ele.
Finalmente, conseguiu ir para a América com 19 anos e, pouco tempo depois, entrou para a Universidade de Nova York.
Em vez de escolher tornar-se um criminoso com a justificativa da sua infância, decidiu ter um sonho e agarrar os ensejos que a vida lhe ia dando.
Não há nada mais cansativo do que ouvir histórias de infância que são usadas para justificar comportamentos e atitudes. Basicamente, é um grito: “tenham pena de mim”!
É muito bonito ouvir histórias de infância quando essas pessoas procuram as “tais janelas”. Quando isso acontece são levadas para ensejos maravilhosos.
É tudo por agora.
Como escolher um psicólogo
Você quando escolhe um médico, escolhe com base no seu problema de saúde...
Cada pessoa é livre de decidir o que lhe faz sentido. Dito isto, vou falar em como escolher um psicólogo, com base no que eu acho mais correto, mais rápido e com mais eficácia.
Primeiro, quero dizer que tudo o que eu escrevo faz parte de alguma investigação, experiência ou pensamento crítico. Como tal, pode ser útil para uns ou nada útil para outros...
Os cursos de Psicologia, Medicina e Direito são vistos como cursos de prestígio e, por isso, estão sempre abarrotados e sem vagas. Muitos de vós que já entraram em contato com alguns destes três profissionais, sabem as probabilidades de desilusão e as dificuldades que se encontram.
Muitas vezes, sente-se que se escolheu ou se tem o médico errado, o psicólogo errado, ou o advogado errado, e acabamos a sentir-nos frustrados e impotentes. Impotentes porque temos a crença que eles sabem mais do que nós, então se não está a funcionar, é por nossa culpa!
Não é bem assim! Há o que se chama de VOCAÇÃO e a EXPERIÊNCIA!
Metendo isto ao contrário, por vezes, a experiência leva a um despertar espiritual que se transforma em vocação! Confuso? Não é muito!
Se fizer uma pesquisa, vai ver que 99% dos psicólogos estão muito direcionados para crianças ou recursos humanos. Aliás, uma das coisas que advertem numa faculdade, em Lisboa, é que não se vá para a entrevista dizer: “Quero ser psicólogo porque gosto muito de crianças”.
Se formos a ver bem, é mais fácil trabalhar com crianças do que com adultos que já têm cérebros formados e opiniões formadas. E também os recursos humanos são fáceis porque, basicamente, vai-se trabalhar para empresas a fazer entrevistas aos que se candidatam para vagas de emprego nas mesmas.
Não acho muito desafiante, nem tão pouco ambicioso e, por isso, continuo a dizer que a experiência de Mary Ainsworth foi realizada de forma incompleta. Assim, está ultrapassada e deveria ser reescrita, atualizada, sem nunca invalidar o seu trabalho, pois para alguma população faz sentido, mas para outra, o resultado seria inverso!
Então, como escolher um psicólogo?
A primeira coisa que tem de fazer quando lhe aparecem os vários nomes de escolha de psicólogos é ir ver que mestrados tiraram, que cursos específicos obtiveram após a conclusão do curso de psicologia. É isso mesmo, ver o CV de cada um deles! Não nos podemos esquecer de que são todos humanos.
Quando se escolhe um psicólogo, tem de se ver o CV dele e ver se está direcionado para o seu tipo de problema! Se não o fizer, acaba com um psicólogo mais direcionado para crianças e depois, quando está a falar, sente que o psicólogo não consegue elaborar o feedback de que precisa e sai da consulta confuso, com uma sensação de vazio, pois você falou tudo o que lhe ia na alma e essa alma não foi alimentada de volta.
Desconstruiu-se, mas não se reconstruiu – desmontou-se, mas não se montou com uma nova visão. Então, sai de lá e fica na mesma, e isso leva muitas pessoas a desistirem de continuarem a pedir ajuda profissional ou até a voltarem!
Tanto os hospitais, como as seguradoras, vão-lhe dar quem eles tiverem disponível! Então, você acha bem deixar nas mãos de grandes instituições e empresas a sua vida?!
Você está com problemas, sim, é um facto. Mas ainda sabe falar, pensar e ter alguma autonomia, ou não? O poder da escolha ninguém lhe pode tirar e esse é um direito seu, como tal do not set up to fail!
Você quando escolhe um médico, escolhe com base no seu problema de saúde - se tiver problemas de pulmões, escolhe pneumologia; se tiver problemas de coração, escolhe cardiologia. Então, porque seria diferente com a saúde mental que só agora está a iniciar de forma mais séria em Portugal?
Os americanos já olham e usam a saúde mental como base nas suas vidas a long time ago! E por isso, é vastaaaaaa a escolha e as especialidades. Portugal já entendeu que o mundo mudou de forma violentíssima e a saúde mental é o presente e será o futuro - e esse futuro será maravilhoso quando a medicina se unir à psicologia.
- Bom dia, Dr., tenho muitas dores de estômago!!!
- Bom dia, Dr., estou com arritmia cardíaca!!!!
- Bom dia, Dr., tenho muitas dores de cabeça!!!!
- Bom dia, Dr., tenho muitas dores no corpo...
- Bom dia, querido paciente, vai então fazer uns exames e também vai ao psicólogo.
Isto porque:
Os sentimentos vivem no estômago! WHAT??? Sim! Experimente estar cheio de problemas e quando começar a partilhar-lhos com alguém, começar a notar que à medida que fala, se vai endireitando na cadeira até ficar completamente direita, encostada para trás. Verifique também se come demais, ou se começa a não comer nada.
Verifique se começa a ter ataques de pânico ou se o seu coração está acelerado ao ponto de não conseguir ter controle = Tantos enfartes que acontecem todos os dias.
Verifique se as dores de cabeça e corpo não têm a ver com os seus problemas e com as quase 24h que lhe dá, pois está sempre a pensar neles e a revivê-los sozinha, diariamente.
Verifique se a sua falta de assertividade a coloca num espaço de RAIVA PASSIVA – que é a raiva induzida a si mesma. Aquela que você não fala ou por medo ou vergonha, mas que fica lá e volta-se contra si, criando dores no corpo de tantos dias ou anos tensa! O corpo não consegue aguentar com tanto, com tamanha carga emocional que quando não revista com um psicólogo, dentro da área do seu problema, pode-se tornar FATAL!
Por isso, se acha que o profissional não a está a ajudar, seja em que especialidade for, mude! Procure outro, e volte a procurar até encontrar quem realmente o ajude! SIGA!
É tudo por agora...
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