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terça-feira, 12 de março de 2024

Relação após infância não resolvida

Se nunca resolveram, onde e quando vão resolver? Hoje vou falar de uma mensagem de um homem quer quer saber o que acontece numa relação entre dois adultos com uma infância não resolvida. O que acontece quando dois adultos com uma infância não resolvida se juntam num namoro ou casamento? João, 48 anos, Oeiras Olá João. Isso é uma ambição? :) Estou a brincar. A primeira coisa que me vem à cabeça como resposta é separação/divórcio, mas vamos lá desmontar isto... Vamos começar a pensar no seguinte... Se eles nunca resolveram, onde e quando vão resolver? O que vão fazer a esses sentimentos? Possivelmente, vão levá-los para dentro da relação. Mas isto é o meio do processo, pois houve primeiro um princípio, e esse princípio deu-se quando se conheceram. Aquela chamada atração física camufla a verdadeira atração por aquela pessoa, pois, possivelmente, o que vos atrai é a dor emocional. A dor emocional, por vezes, vai ao ginásio, veste-se bem, maquilha-se bem, como disfarce, e anda por aí entre os mortais. Sugiro já um livro para o João ler que é “Eckhart Tolle - Um Novo Mundo”. Irá compreender toda esta atração que sentimos uns pelos outros e o porquê. Tendência entre quem não tem infância resolvida Há uma tendência entre as pessoas que não têm a infância resolvida de namorarem, ou até casarem, com aquele ou aquela mais parecida com um dos progenitores. Progenitor esse ou essa que teve mais dificuldades durante a infância. Um namoro ou casamento com alguém parecido é uma reprodução e projeção da infância. É o que conhece, é-lhe familiar, mas depois esquece-se o quanto doloroso foi e será. Aqui, antes de se envolver numa relação assim, o melhor será fazer o filme até ao fim. O João fala no plural - "dois adultos". Agora que leu novamente, o que lhe parece este plural? Não será muita gente? Sugestão Comece por si - identifique, escreva até num papel -, as mágoas da sua infância. Depois escreva as mágoas dos seus ex-relacionamentos e veja se são parecidos, se há coisas em comum. Você nem precisa de esperar que o outro mude ou olhe para a sua infância, pois se você fizer esse trabalho consigo próprio - identificar, entender e finalmente aceitar -, verá que irá deixar de se sentir atraído por pessoas com infâncias idênticas à sua. O trabalho interior e a aceitação vão levá-lo para outro patamar, onde se vai dar ao luxo de rapidamente identificar o que não é ok para si. Também irá ambicionar outro tipo de relacionamentos. Relacionamentos sem muita bagagem, algo mais leve. Se me disser que já está num relacionamento assim e que ambos estão a trabalhar nisso, então posso dizer que também é possível, se ambos forem honestos e quiserem mesmo quebrar o ciclo. Mas é um processo e a paciência é primordial, pois cada um demora o seu tempo a encontrar-se. Se não estiver numa relação assim, então pergunto-lhe: Quer passar o tempo na relação a falar de problemas ou a viver a vida com uma pessoa já resolvida? Quer continuar a alimentar a sua dor, alimentando-se da dor do outro? Não se esqueça que o outro também se vai alimentar da sua - ambos acabam drenados e sem mudança! Um abraço.

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