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quarta-feira, 12 de junho de 2024

Mentes Conectadas: Sozinho e com dificuldades para conhecer pessoas

Como conhecer pessoas novas quando temos um problema social com o sexo oposto? Um leitor escreveu-me para falar da sua dificuldade em conhecer pessoas novas e do que é isto de estar sozinho, confessando que já desistiu. Como reagir nestes casos? Mentes Conectadas: Sozinho e com dificuldades para conhecer pessoas “Estava a ler um texto vosso a respeito de um homem de 45 anos que escreveu a pedir ajuda, pois encontra-se sozinho e já a desesperar. Sugeriu-lhe inscrever-se em "aulas de dança de salão, grupos de leitura, grupos de estudo”, “até mesmo dentro da sua freguesia”, onde “há grupos específicos para começar a conviver com pessoas”, e isso despertou-me uma dúvida. Na minha freguesia e nas freguesias em redor, não existem desses grupos. Eu sei porque estou na mesma situação desse quarentão. A diferença é que eu já desisti de tentar conhecer pessoas novas. Ninguém tem interesse em conhecer singles masculinos, nem mesmo nas redes sociais, em especial após a pandemia. As pessoas só se relacionam com quem já conhecem. Em danças de salão, quando existem, só lá costumam estar pessoas consideravelmente mais velhas (é um pouco como ir a uma piscina da freguesia e ver que a quase totalidade das pessoas por lá são mulheres e homens da Terceira Idade). Como é que isso ajudaria um quarentão? Quanto aos grupos de leitura e de estudo, fiquei também confuso. Grupos de estudo? Com 40 anos já não andamos na faculdade, geralmente... A que grupos de estudo se referia? E os grupos de leitura não são, mais ou menos, a mesma coisa? Penso que as pessoas que não possuem este tipo de problema social com o sexo oposto têm uma enorme dificuldade em compreender o conceito de se estar sozinho, e de ter dificuldades em conhecer pessoas novas. A mim até já me sugeriram - com cara séria! - que fosse a museus para conhecer pessoas, e a esplanadas, para meter conversa, sem entenderem que um homem que meta conversa, nessas situações, é olhado de lado, como se fosse um esquisitóide qualquer, e é obviamente ignorado. Desculpe-me pela minha confusão.” Olá, bem-vindo! Quando li o seu email, achei um pouco pessimista, não me leve a mal. Mas, por vezes, temos de sair um pouco fora da caixa e, caso a mensagem não se aplique, então ver que outras alternativas existem. De facto, não tinha pensado que lugares mais pequenos em Portugal, podem não ter acesso às sugestões que mencionei. Erro meu, mas a mensagem é mesmo sair de casa, fazer uma lista de coisas de que gosta, ou gostaria, de fazer, para assim estar acompanhado por outras pessoas. É a melhor forma de poder conhecer alguém. Não sinto que a pandemia tenha mudado algo. O que acho é que, após os 35 anos, torna-se mais difícil estar com alguém porque ambos já têm uma vida para trás, objetivos, e já sabem o que querem e o que não querem. A tolerância ao outro também diminui porque se fica mais exigente. O que lhe sugiro é que quando ler algo e ficar com dúvidas, o que será sinal de que isso lhe despertou a atenção, explore o assunto, analise, e veja onde e como poderia aplicar isso na sua vida. Em relação ao estudar em fase adulta, eu discordo totalmente, pois sei que há milhares de pessoas que se inscrevem nos M23 todos os anos nas faculdades, e quando não conseguem entrar inscrevem-se nas Unidades Curriculares. Como vê, aqui está uma forma de conhecer alguém com os mesmos objetivos e numa área que ambos gostam. Não irá faltar tema de conversa! -- Até à próxima - Mentes Conectadas X

Não sei se quero namorar

Olá! Bom dia! Escrevo-vos porque li a história de um homem de 45 anos que era solteiro, e de certa forma me vejo nela, com algumas diferenças. Tenho 30 anos, não tenho casa própria, mas trabalho e fisicamente sou magro. Não tenho orgulho no que vou dizer, mas até a data de hoje num namorei nem tive qualquer tipo de relacionamento, honestamente, acho que nem sei como namorar. As vezes dou comigo a discutir comigo próprio, o que eu faria se tivesse uma namorada, a resposta a que eu chego é: não faria nada, porque precisaria de algum insano para querer ter alguma coisa comigo! Sou uma pessoa quieta, tímida e pouco sociável, não tenho amigos nem amigas, não puxar nem manter conversa. Se não fosse pelo classificadosx, não saberia até hoje o que era estar com uma mulher. Haha. Verdade. A minha primeira vez foi com uma mulher de um anúncio do vosso site. Eu já tinha uma boa idade (28 anos), gostei da experiência, mas acho que foi um desastre completo. Quando me encontro só, não consigo evitar de pensar que nunca encontrarei ninguém para mim, queria alguém para ter um relacionamento até ao fim, como os meus pais, mas atualmente, com esta sociedade está muito complicado, com casamentos que duram apenas um ano ou pouco mais, pois o que importa é a festa e o que se ganha dele. Eu soube da história de uma homem que é imigrante, tem mulher e amante aqui em Portugal como tem uma amante lá fora! Assim fica complicado, parece mesmo que elas preferem os bandidos! Esta nova sociedade e o avanço da minha idade fazem-me ficar em baixo, a pensar que morrerei sozinho, o que me leva consequentemente a pensar em "terminar" as coisas daqui a 3 anos. Bem-vindo, Namorar não tem nada de alarmante, nem de complicado, e até se torna algo bem básico de se fazer, pois, é sempre um relacionamento de duas pessoas, onde cada uma delas vai ensinando ao outro o que gosta, o que não gosta. A base é sempre saber ouvir o outro e saber ouvir o seu coração. Isso fará com que tudo se encaminhe e chegue a algum lado. Parece-me que tem medo de namorar e falhar, mas se for o caso deixei-me que lhe diga que toda a gente falha e volta a falhar até acertar. Uns acertam, outros nunca acertam, mas pelo menos vive-se a experiência! Que experiencia é esta? A experiência de estar com alguém, falar ao telefone, trocar mensagens, ir almoçar, jantar, passear, conhecer e dar-se a conhecer. Isto e a pessoa lhe agradar, é claro! Se a pessoa não lhe agradar não vale a pena fazer a experiência, pois ainda fica traumatizado e aí é que nunca mais tenta :). Se lhe agradar a pessoa, então dê pequenos passos ou deixe que a pessoa o conduza nessa aventura emocional. Depois vá experimentando em lhe dizer o que gosta e onde quer ir ou o que lhe apetece fazer. Com relação as mulheres que preferem bandidos, como você disse – olhe ainda bem que os preferem pois assim você fica com mais mulheres equilibradas para escolher! Note, quando uma mulher escolhe esse tipo de pessoas – emocionalmente não disponíveis – estão a repetir um padrão que aprenderam em criança – ou seja- algum dos pais não teve emocionalmente disponível de alguma forma e isso leva a que elas em vida adulta procurem homens que também não estejam disponíveis emocionalmente, criando e repetindo o ciclo que conhecem e se tornou normal na vida delas. Mas eu acho que nem é esse o seu problema, mas sim a dificuldade que tem de arriscar e quer perfeição, coisa que não existe. Não existe pessoas perfeitas! Também li que o seu primeiro contato sexual foi com uma acompanhante e nada tem de mal, desde que não faça disso vida, isto caso se você quer ter uma namorada, pois se não quiser e apostar ou até der como concluído que não é suficientemente social para ter alguém, então sugiro-lhe que pare de discutir consigo próprio e aceite a sua situação! Das duas uma, ou arrisca e mete fé na coisa, ou dá por concluído que não serve para namorar! Quando fizer algumas destas duas, pare de se autopunir e até julgar os outros. Se continuar a fazer isso só lhe vai trazer ansiedade, e a ansiedade vai ser o seu pior inimigo para o libertar e conseguir tomar decisões. É uma perda de tempo, é desnecessário e cansativo estar sempre a pensar no mesmo. Sugestão: TPC :) - Duas folhas - Numa folha escreva as vantagens de namorar - Em outra as desvantagens Agora agarre e mais duas folhas - Numa, quais as qualidades que gostaria de encontrar numa mulher - Noutra, quais aas qualidades que tem para oferecer – e na parte de trás o que lhe impede de o fazer Por fim…. Escreva tudo o que lhe faz sentir gratidão Exemplos: Ver o sol nascer, ter água, ter luz, por aí fora Um abraço