Contentor
Mentes Conectadas Abri esta seção para poder ajudar com as suas dificuldades no dia-a-dia, problemas nas suas relações amorosas, trabalho, família, ou tudo o que decida me pedir ajuda. Escreva-me e de forma cirúrgica: irei responder caso a caso, encaminhar se for o caso, ou até acompanhá-lo durante o processo de ajuda. Não se sinta mais sozinho, angustiado, ou até deprimido com o problema ou problemas por que está a passar, pois estou aqui para ajudar da melhor forma possível.
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
sábado, 23 de novembro de 2024
Deverei dizer ou não?
"Estou a escrever-lhe porque preciso urgentemente da sua ajuda para lidar com algo que me pesa na cabeça e no coração. Estou a passar por um momento muito difícil e sinto que já não consigo continuar a lidar com isto sozinha.
Tenho escondido da minha família que sou trabalhadora do sexo e tenho muito medo que esse meu segredo seja descoberto. Receio o que vão pensar de mim quando souberem.
Este medo constante de que possam vir a saber está a consumir-me, e não sei mais o que fazer. Vivo com a angústia de que, se souberem a verdade, isso pode mudar tudo entre nós.
Como posso lidar com tudo isto? Sinto-me presa entre o meu segredo e a vontade de lhes contar tudo. Mas receio que se lhes disser a verdade, a nossa relação não voltará a ser a mesma.
Será que devo contar-lhes? Ou será melhor continuar a gerir este segredo sem os magoar? Como posso encontrar o equilíbrio mental e emocional de que preciso?
Obrigada pela sua ajuda neste momento tão difícil para mim,
M."
Bom dia,
O mais sensato será ponderar e refletir cuidadosamente sobre o que é melhor para si: a família ou a escolha de ser trabalhadora do sexo.
Não sei o que a levou a optar por essa profissão, mas viver constantemente com essa angústia impede-a de se dedicar plenamente, tanto ao trabalho como à família, mantendo-a num estado de conflito moral.
Se pensar com clareza, conhecendo bem os seus familiares e as suas convicções, já deve ter uma ideia do que eles pensariam e sentiriam. Compreendo que ao escrever aqui está a tentar aliviar um pouco essa culpa, mas essa alívio seria apenas temporário e não traria benefícios duradouros para a sua vida.
Manter este segredo apenas irá causar-lhe mais prejuízos, incluindo o stress pós-traumático.
Repare numa coisa: e se algo lhe acontecesse enquanto trabalhadora do sexo? Pense em como seria a sua família saber por outra pessoa...
Por isso, volto a enfatizar que não compreendo os motivos que a levaram a entrar neste mundo, mas uma certeza eu tenho: deve reflectir sobre o que é realmente importante para si neste momento e fazer uma escolha.
Assim que tomar essa decisão, sentirá uma liberdade emocional.
Um abraço.
segunda-feira, 28 de outubro de 2024
Sobre quebrar o ciclo de violência doméstica e deixar de ser vítima
Ontem, vi um filme. A mais bela história de violência doméstica. Apesar de a violência doméstica nada ter de belo, a história em si, o que o filme quer transmitir, é belo.
Mentes Conectadas: Isto acaba connosco!
O filme mostra uma parte da vida de uma mulher em adulta, e uma parte em adolescente.
Tudo começa quando ela vai ao funeral do pai, mas quando lhe pedem para dizer cinco coisas que gostava nele, ela simplesmente não consegue.
Não consegue dizer nada de bom sobre um homem que batia diariamente na sua mãe. Um homem violento, abusivo.
Um dia, ainda adolescente, vê da sua janela um rapaz a entrar numa casa abandonada em frente à dela. Ela repara que ele sai de lá e procura lixo para comer. Ainda assim, sendo sem-abrigo, continua a ir à escola.
No outro dia, ela reúne umas mercearias da sua casa e vai entregar ao rapaz. Voltam a encontrar-se na paragem do autocarro da escola, e, juntos, começam uma bela relação de amizade e partilha.
Ele conta-lhe que só está naquela casa porque a mãe insiste em namorar homens abusivos que lhe batem, e que também lhe batem a ele.
Após esta partilha, esta identificação, a amizade deles torna-se mais forte, e um dia acabam a fazer amor.
Antes de começarem a fazer amor, ele pergunta-lhe SE ELA TEM A CERTEZA, e ela responde que sim.
Ela diz-lhe que é virgem, e ele diz que também só fez uma vez, e para ela não se preocupar, pois também ele não sabia muito bem como fazer.
O pai dela encontra-os na cama e bate no rapaz ao ponto de este ir para o hospital quase sem vida. Este evento marcaria a separação.
Entretanto, crescem e cada um segue o seu caminho.
Apesar de adulta, esta mulher continua a ressentir a mãe dela, pois não compreende o porquê de ter continuado com um homem que lhe batia. Achava a sua mãe fraca, e até sentia algum desprezo pela mãe. Era como se dissesse para consigo mesma:
“Comigo, seria diferente. Eu nunca serei como a minha mãe.”
Após o funeral, ela volta para casa e sobe a um terraço de um prédio, para ver a vista que proporcionava. Entretanto, aparece um homem...
A primeira vez que esta mulher vê este homem é no terraço do prédio dele. Ele entra e sem a ver, começa a pontapear uma cadeira.
Mais tarde, revelar-lhe-ia que ESTAVA A TER UM MAU DIA. Era neurocirurgião e tinha acabado de perder um menino de 6 anos na mesa de operações.
Esta justificação levou-a minimizar a violência dos pontapés que aquele homem deu à cadeira. Bonito, charmoso, rico e médico, parecia o homem perfeito.
O tempo passou. Ela abriu uma loja de flores e no primeiro dia, uma outra mulher rica entrou na loja, e pedi-lhe emprego, pois estava aborrecida com a sua vida. Ela deu-lhe emprego e passados uns dias, veio a descobrir que essa empregada era irmã do médico.
Ela e o médico voltaram a encontrar-se e começaram a namorar.
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Quando a história começou a mudar
Um dia, na cozinha, estavam a brincar e esqueceram-se de que estava algo no forno a cozinhar. O forno começou a apitar e ele, sem luvas, pegou no tabuleiro e queimou-se.
Quando ela o tentou ajudar, ele deu-lhe um estalo que a fez cair e magoar.
Mas ele PEDIU MUITAS DESCULPAS, e ela respondeu que NÃO ERA PRECISO, pois, tinha sido UM ACIDENTE.
Ainda assim, ela teve de colocar bastante base junto ao olho para esconder. Enquanto o fez, olhava para o espelho como se tentasse ver a sua própria alma. A dissociação estava presente.
Nessa mesma semana, a mãe dela veio visitá-la e, junto com o namorado, foram a um restaurante famoso. Foi aí que quando o empregado se aproximou da mesa, a história começou a ter um novo rumo...
O empregado era o dono do restaurante, e era aquele rapaz sem-abrigo com quem ela perdeu a virgindade no início do filme.
Ela desculpou-se à mesa e seguiu para a casa de banho à procura dele. Conversaram sobre coisas banais, mas ele notou a agressão que ela sofreu e colocou o número de telefone dele dentro da capa do telemóvel dela. Caso ela precisasse, era só ligar.
Quando saíram da casa de banho, o namorado esperava-os e, sem demoras, os dois homens começaram a agredir-se fisicamente.
O dono do restaurante estava a defender a amiga dele, enquanto o namorado estava a defender o estatuto dele, dizendo-lhe que ela era “zero” comparado com ele.
Passado algum tempo, o agora marido descobriu o papel com o telefone do outro dentro da capa do telemóvel e, numa discussão, mandou-a das escadas abaixo, provocando um golpe na testa dela.
Como médico, começou a avaliá-la para ver se ela estava bem, e a dizer-lhe que a estava a ajudar, ao que ela respondia, que sim, que sabia que ELE ESTAVA A AJUDÁ-LA. Assim, respondeu às perguntas clínicas todas para se ver se havia danos maiores.
Ela tinha um coração pequenino tatuado perto do peito, uma coisa que em adolescente tinha feito com o rapaz sem-abrigo.
A fuga de casa
Um dia, na cidade dela, saiu uma revista com os melhores locais da cidade. Estava lá a loja de flores dela, mas também estava lá o restaurante do rapaz, onde ele falava de como o tinha começado e porquê. Ele dizia, nesse artigo, que o restaurante era inspirado nela.
Quando chegou a casa com a revista, o marido obrigou-a a ler o que o rapaz tinha dito. Ela disse que não queria ler em voz alta, ou até mesmo ler, mas, ainda assim, ele obrigou-a a ler em voz alta. Por fim, atacou-a, tentando violá-la, e chegou mesmo a morder-lhe a tatuagem.
Ela fugiu de casa e foi ter com o rapaz sem-abrigo que a levou ao hospital. Descobriu, então, que estava grávida e partilhou com ele que seria melhor fazer um aborto. Ele disse-lhe que não, pois se havia pessoa mais maravilhosa para cuidar de uma criança era ela!
Este homem ama está mulher, ainda assim pede-lhe para que ela tenha a criança de outro homem por causa das qualidades que vê nela. Que bela forma de amar!
Entretanto, a irmã do marido diz-lhe que, "como irmã", gostava que ela procurasse uma forma de o perdoar, mas que, "como amiga", nunca mais lhe falaria se voltasse para ele.
Que bela mensagem esta da irmã dele! Que bela forma de amar e cuidar de outro ser humano!
Fim do ciclo de violência doméstica
O filme continuou e a criança nasceu - uma menina. A mulher disse ao marido que lhe ia dar o nome do irmão dele que morreu em pequeno. Ia honrá-lo dessa forma, num ato de amor incondicional perante aquela família.
Entretanto, e após ele ter agradecido e ter ficado muito comovido, ela disse-lhe que queria o divórcio. Ele pediu-lhe para não o fazer e ela respondeu:
- O que dirias à nossa filha se chegasse ao pé de ti e te dissesse que o namorado lhe tinha batido, mas que não era nada de grave, pois ele estava apenas a ter um mau dia? O que dirias à nossa filha se o marido continuasse a bater-lhe?
Ele respondeu:
- Dir-lhe-ia para fugir dele e nunca mais voltar atrás nessa decisão.
Sorriram ambos e ela abraçou fortemente a filha dela e disse-lhe:
- Isto acaba aqui! Acaba aqui connosco!
Um choque doloroso
Para além de ter conseguido, finalmente, ter empatia pela mãe, e compreender como é fácil a dissociação, a mulher do filme também conseguiu quebrar o ciclo de violência doméstica na família.
É dos choques maiores que um ser humano pode ter quando ama alguém e essa pessoa começa a tratá-la mal. É tão doloroso, mas tão doloroso, que se arranjam justificações para o abusivo que é o amor da nossa vida.
Amamos aquele homem, entregamo-nos àquele homem de corpo e alma. Então, parece impossível o que está a acontecer. Tem de haver uma razão para estas reações dele!
E se o agressor for ALCOÓLICO OU TOXICODEPENDENTE? Então, é considerado doente!
A vítima terá de ir para uma casa de abrigo, mas o toxicodependente terá os tratamentos que quiser num centro de tratamento, sempre que precisar.
Enquanto isso, a vítima tem de estar numa casa de abrigo e perde tudo aquilo que conquistou.
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O que passa pela cabeça das vítimas
A vítima de certeza que tem estas questões na cabeça:
Não estou a fazer o suficiente?
Será que fui eu que, de alguma forma, o provoquei?
Não limpo bem a casa, ou não lhe passo melhor a roupa a ferro?
"Alguma coisa estou a fazer de errado para que este homem mostre ódio por mim", pensa.
"Se calhar, vou começar a alterar algumas coisas que sei de antemão que ele não gosta, e assim ele vai ficar calmo. Se eu mudar e perder a minha identidade, então tudo se vai resolver e ele vai-se sentir muito melhor."
E quando estas mudanças não resultam e ele continua agressivo, a vítima pensa, então, em "novas formas de o acalmar", mesmo que isso a leve a perder toda a sua identidade e a andar no mundo como se estivesse no cinema, a ver um filme que não é seu.
"Este homem disse-me que me amava, até me fez mulher dele, deu-me filhos, deu-me uma casa e disse que seria o meu porto de abrigo. Então, porque tenho tanto medo quando estou a chegar a casa?"
"Porque tenho tanto medo quando chega a hora de ele chegar a casa? Eu fiz tudo o que ele me mandou fazer com a promessa de que ele ia melhorar. O que deu errado?"
"O que estava errado com a comida que fiz a tempo e horas, com as viagens e passeios que lhe proporcionei, com o estar lá para ele 24 horas por dia?"
"Dei-lhe amor, dei-lhe a minha identidade, dei-lhe a minha alma e nem uma festa na cara recebo!"
"O que fiz de errado quando o mundo me pede para pedir ajuda à justiça, e eles olham para mim como um número!"
"Dão-me para as mãos um questionário para eu preencher, onde me perguntam se ele já me violou, mas não tem lá escrito: Ele priva-a de ter relações sexuais com ele como uma forma de a castigar, dizendo-lhe que você não merece ter sexo com ele porque não se porta bem?"
"Que mal fiz eu para, como vítima de violência doméstica, ser obrigada a contar a minha história à PSP, a seguir à investigação criminal, a seguir aos procuradores, a seguir aos juízes? Porque me obrigam, de forma abusiva, a contar uma história de dor, vezes sem conta, a tanta gente?"
"Porque sinto que estou novamente a ser “violada”, abusada emocionalmente? Que mal fiz eu para não merecer uma mesa para apoiar os braços, esconder um pouco o meu corpo, pois a vergonha é tanta, quando estou em julgamento?"
"Que mal fiz eu para me sentarem numa sala de julgamento, na mesma cadeira que usam para um criminoso comum?"
"Que mal fiz eu para invalidar o meu caso, pois só apresento abuso emocional e como não tenho marcas no corpo, então não interessa, não serei considerada vítima de violência doméstica!?"
"Que mal fiz eu para ter de sair da minha própria casa e ir para um abrigo? Que mal fiz eu para perder tudo, a minha casa, o meu conforto? Então, para onde vou? Será melhor voltar para o agressor e conformar-me com o meu destino..."
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Só números e estatísticas
Para além da história desta mulher do filme que decidiu acabar com o ciclo de violência doméstica, também vos falei da realidade deste país. Uma realidade tão distorcida de lidar com as vítimas de violência doméstica que são apenas números e estatísticas.
Vítimas que nem psiquiatras validam com stress pós-traumático. Em vez disso, enchem-nas de medicação para as colocarem quase a dormir. O agressor agradece, pois, ficam quase inanimadas a sofrerem abusos.
As vítimas têm de ir para abrigos, onde tomam banho e se sentam a comer com uma data de outras vítimas que nem conhecem! Deixam para trás as suas camas, cozinhas, casas de banho, a sua privacidade…
Ser vítima de violência doméstica, neste país, é ir encontrar uma nova forma de punição!
Relatar a tantos estranhos o que aconteceu é punitivo – de cada vez que a vítima tiver de falar sobre isso, será despedaçada a cada relato vergonhoso pelo que passou.
Pedem até especificidades, ou seja, a vítima tem de verbalizar, em voz alta, as ofensas, as asneiras que o agressor lhe dirige. Não há maior vergonha e não há maior ato vergonhoso do que esse!
A vítima que já está desassociada do seu ser, sente a vergonha, mas nem lhe ocorre que esta é outra forma de violência, de punição. Por isso, para além do stress pós-traumático, pode também sentir o chamado Síndrome de Estocolmo, achando que é errado o que lhe estão a pedir.
A vítima obedece a toda esta gente porque era o que fazia com o agressor:
- Se eu me portar bem, da forma como ele quer, então, vai parar de me ofender ou de me bater. Se me portar bem e fizer tudo o que a justiça pede, então, vão ajudar-me.
quarta-feira, 16 de outubro de 2024
E tudo o vento levou....
Muitos de nós têm como hobbie, ouvir música. Eu sempre gostei muito de música e o que mais gostava era R&B, rap, entre outras coisas. Gostava muito das letras das canções e até delirava com elas.
No último mês, foi preso um Rapper muito conhecido. As acusações são muito graves, o que deixou todo mundo perplexo, mas ainda assim, ninguém estava à espera do que foi descoberto. Hoje em dia, está tudo a falar sobre isso nas redes sociais! Com este escândalo vieram à tona artistas do mundo da música. Foi divulgada a participação deles neste escândalo. O que faziam, o que deixavam fazer-lhes!
...Lá está aquilo que eu sempre tenho vindo a dizer aqui...mais cedo ou mais tarde o universo dá a volta e quem faz mal aos outros acaba por pagar de uma forma ou de outra, nem que demore anos... Eu até acho que o universo deixa passar anos para que depois a queda seja na mesma quantidade do que o mal que fizeram...
Com tudo o que se soube, e eu penso que o que aconteceu comigo também aconteceu com muita gente, ou seja, no meu caso nunca mais vou conseguir ouvir aqueles cantores, ver os filmes deles, nem nada que tenha a ver com eles. Tudo o que eles representavam, como homens e mulheres, não passou de uma grande mentira. Todo aquele dinheiro foi conseguido com lágrimas de sangue e mais uma vez a fama leva as pessoas a venderem a alma ao diabo.
Mas ainda assim, não fica por aqui; Nas redes sociais pessoas “ditas normais”, estão neste momento a violar toda esta gente novamente! Um dos casos é a de um artista/cantor, que começou a sua carreira aos 15 anos, e que tem aparecido vídeos dele nas redes sociais...a fazer coisas...
Toda a gente está com muita pena dele, do que lhe possa ter acontecido, mas a verdade é que por Likes, postam esses vídeos dele. Esta é também uma forma de o estarem a violar novamente vezes sem conta! Um autêntico abuso emocional a acontecer nas redes sociais. Todos quase que choram, mas não deixam de o expor em vídeos que lhe trazem tanto sofrimento!
Mais uma vez se prova que as redes sociais tomaram conta do ser humano e ele está quase que incapaz de saber o certo do errado!
Eu sempre fui uma pessoa muito sensível, e quando vejo estas coisas fico muito triste. Não é nada comigo, é certo, mas ainda assim fico muito magoada com o que tenho andado a ver.
Dou muito valor àquelas pessoas que usam as redes sociais para transmitir ensinamentos! Todas as outras que exploram outras pessoas, que dizem mal, que mentem e afins, sinto muito desprezo por elas! Isto é o que acontece quando a doença mental tem nas mãos as redes sociais... os danos são enormes! Chamam a isto “Liberdade de Expressão”, mas esquecem-se que só se é livre quando não se está a prejudicar os outros! Se tiverem a prejudicar alguém, então é mesmo maldade, descompensação, sentimento de inferioridade.
Por isso digo, “e tudo o vento levou”, pois desde há uns tempos para cá a minha visão sobre as coisas tem vindo a mudar. A maior parte das coisas que eu achava giro, top.
Acho que estou a ter uma nova consciência, e possivelmente muitos de nós estão a ter esta mesma consciência.
Também acho que o mundo está a ficar próximo de uma nova consciência, próximo de vir a recuperar os valores morais. É exatamente isto que eu estava a pensar no outro dia:
Está tudo doido, está tudo em guerra, está tudo sem limites a achar que podem continuar a fazer o que querem.... quando isto acabar, acredito que virá ai uma nova consciência!
Essa consciência será a mais bela de todas!
terça-feira, 6 de agosto de 2024
Jogos Olímpicos – Que Motivação!
Como todos sabem, estamos na época dos Jogos Olímpicos em Paris. Os Jogos Olímpicos são várias modalidades onde se reúnem vários países para as fazer. Os atletas de alta competição competem entre eles, sempre à procura de fazer o melhor e quebrar records anteriores.
A minha parte preferida é sem dúvida a ginástica artista. Acho que é uma modalidade de grande beleza, ousadia, perfecionismo, e sem dúvida a minha favorita é Simone Biles.
Simone Biles, uma menina que passou por muitas dificuldades e contratempos violentos em pequena, mas que um dia numa excursão entrou num ginásio e decidiu, penso com 5 anos, e decidiu que era ginástica artística que queria fazer e assim quebrar o ciclo do que até então tinha aprendido. Agarrou no mau, “meteu goela adentro “e reinventou-se de forma positiva, sendo hoje uma referência no mundo da ginástica artística, uma referência para outras jovens, uma referência para o seu país.
Penso que o seu maior feito é a superação!
Podemos apreciar com um sorriso a forma como ela lida com a sua rival Rebeca Andrade, outra menina que se fez numa mulher referência. Temos então Simone Biles, dos Estados Unidos da América, e Rebeca Andrade, do Brasil. Duas jovens mulheres de países diferentes que tiveram tantas dificuldades em tenra idade e ainda assim superaram, insistiram, pois, sabiam que esse era o caminho delas. Com uma fé inabalável, nunca desistiram durante os percalços que tiveram até chegar onde chegaram.
Rebeca Andrade demorava 2h a pé para chegar ao ginásio!
Poderiam ter escolhido serem jovens com comportamentos desviantes, amarguradas, sempre a pensar no passado, ou mesmo a viver no passado, viver em drama constante ou com imensa dificuldade de sorrir e quando sorrissem ver-se que era forçado -nada disso – Pelo contrário, o sorriso delas aberto faz sorrir qualquer. Ambas têm um sorriso iluminador, como quase celestial, uma lufada de ar fresco para quem as vês sorrir.
Devido ao seu crescimento tanto profissional como intelectual e emocional, têm uma amizade e um enorme respeito uma pela outra.
Muito atentas a performance de cada uma, e até um pouco assustadas, tentam superar-se uma a outra, mas ainda assim, independentemente de quem ganha, elas sorriem uma para a outra e abraçam-se. Também no Tik-Tok, há vários vídeos delas a dançaram juntas na discoteca!
“Tudo se alcança, quando em vez de vivermos no passado, olhamos de frente para ele, validámos, choramos e por fim aceitamos e seguimos em frente! É a única maneira de viver em paz!”
quarta-feira, 12 de junho de 2024
Mentes Conectadas: Sozinho e com dificuldades para conhecer pessoas
Como conhecer pessoas novas quando temos um problema social com o sexo oposto?
Um leitor escreveu-me para falar da sua dificuldade em conhecer pessoas novas e do que é isto de estar sozinho, confessando que já desistiu. Como reagir nestes casos?
Mentes Conectadas: Sozinho e com dificuldades para conhecer pessoas
“Estava a ler um texto vosso a respeito de um homem de 45 anos que escreveu a pedir ajuda, pois encontra-se sozinho e já a desesperar.
Sugeriu-lhe inscrever-se em "aulas de dança de salão, grupos de leitura, grupos de estudo”, “até mesmo dentro da sua freguesia”, onde “há grupos específicos para começar a conviver com pessoas”, e isso despertou-me uma dúvida.
Na minha freguesia e nas freguesias em redor, não existem desses grupos. Eu sei porque estou na mesma situação desse quarentão. A diferença é que eu já desisti de tentar conhecer pessoas novas.
Ninguém tem interesse em conhecer singles masculinos, nem mesmo nas redes sociais, em especial após a pandemia. As pessoas só se relacionam com quem já conhecem.
Em danças de salão, quando existem, só lá costumam estar pessoas consideravelmente mais velhas (é um pouco como ir a uma piscina da freguesia e ver que a quase totalidade das pessoas por lá são mulheres e homens da Terceira Idade). Como é que isso ajudaria um quarentão?
Quanto aos grupos de leitura e de estudo, fiquei também confuso. Grupos de estudo? Com 40 anos já não andamos na faculdade, geralmente... A que grupos de estudo se referia? E os grupos de leitura não são, mais ou menos, a mesma coisa?
Penso que as pessoas que não possuem este tipo de problema social com o sexo oposto têm uma enorme dificuldade em compreender o conceito de se estar sozinho, e de ter dificuldades em conhecer pessoas novas.
A mim até já me sugeriram - com cara séria! - que fosse a museus para conhecer pessoas, e a esplanadas, para meter conversa, sem entenderem que um homem que meta conversa, nessas situações, é olhado de lado, como se fosse um esquisitóide qualquer, e é obviamente ignorado.
Desculpe-me pela minha confusão.”
Olá, bem-vindo!
Quando li o seu email, achei um pouco pessimista, não me leve a mal. Mas, por vezes, temos de sair um pouco fora da caixa e, caso a mensagem não se aplique, então ver que outras alternativas existem.
De facto, não tinha pensado que lugares mais pequenos em Portugal, podem não ter acesso às sugestões que mencionei. Erro meu, mas a mensagem é mesmo sair de casa, fazer uma lista de coisas de que gosta, ou gostaria, de fazer, para assim estar acompanhado por outras pessoas. É a melhor forma de poder conhecer alguém.
Não sinto que a pandemia tenha mudado algo. O que acho é que, após os 35 anos, torna-se mais difícil estar com alguém porque ambos já têm uma vida para trás, objetivos, e já sabem o que querem e o que não querem. A tolerância ao outro também diminui porque se fica mais exigente.
O que lhe sugiro é que quando ler algo e ficar com dúvidas, o que será sinal de que isso lhe despertou a atenção, explore o assunto, analise, e veja onde e como poderia aplicar isso na sua vida.
Em relação ao estudar em fase adulta, eu discordo totalmente, pois sei que há milhares de pessoas que se inscrevem nos M23 todos os anos nas faculdades, e quando não conseguem entrar inscrevem-se nas Unidades Curriculares.
Como vê, aqui está uma forma de conhecer alguém com os mesmos objetivos e numa área que ambos gostam. Não irá faltar tema de conversa!
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Até à próxima - Mentes Conectadas X
Não sei se quero namorar
Olá! Bom dia!
Escrevo-vos porque li a história de um homem de 45 anos que era solteiro, e de certa forma me vejo nela, com algumas diferenças. Tenho 30 anos, não tenho casa própria, mas trabalho e fisicamente sou magro. Não tenho orgulho no que vou dizer, mas até a data de hoje num namorei nem tive qualquer tipo de relacionamento, honestamente, acho que nem sei como namorar. As vezes dou comigo a discutir comigo próprio, o que eu faria se tivesse uma namorada, a resposta a que eu chego é: não faria nada, porque precisaria de algum insano para querer ter alguma coisa comigo! Sou uma pessoa quieta, tímida e pouco sociável, não tenho amigos nem amigas, não puxar nem manter conversa. Se não fosse pelo classificadosx, não saberia até hoje o que era estar com uma mulher. Haha. Verdade. A minha primeira vez foi com uma mulher de um anúncio do vosso site. Eu já tinha uma boa idade (28 anos), gostei da experiência, mas acho que foi um desastre completo.
Quando me encontro só, não consigo evitar de pensar que nunca encontrarei ninguém para mim, queria alguém para ter um relacionamento até ao fim, como os meus pais, mas atualmente, com esta sociedade está muito complicado, com casamentos que duram apenas um ano ou pouco mais, pois o que importa é a festa e o que se ganha dele. Eu soube da história de uma homem que é imigrante, tem mulher e amante aqui em Portugal como tem uma amante lá fora! Assim fica complicado, parece mesmo que elas preferem os bandidos! Esta nova sociedade e o avanço da minha idade fazem-me ficar em baixo, a pensar que morrerei sozinho, o que me leva consequentemente a pensar em "terminar" as coisas daqui a 3 anos.
Bem-vindo,
Namorar não tem nada de alarmante, nem de complicado, e até se torna algo bem básico de se fazer, pois, é sempre um relacionamento de duas pessoas, onde cada uma delas vai ensinando ao outro o que gosta, o que não gosta. A base é sempre saber ouvir o outro e saber ouvir o seu coração. Isso fará com que tudo se encaminhe e chegue a algum lado.
Parece-me que tem medo de namorar e falhar, mas se for o caso deixei-me que lhe diga que toda a gente falha e volta a falhar até acertar. Uns acertam, outros nunca acertam, mas pelo menos vive-se a experiência! Que experiencia é esta?
A experiência de estar com alguém, falar ao telefone, trocar mensagens, ir almoçar, jantar, passear, conhecer e dar-se a conhecer. Isto e a pessoa lhe agradar, é claro! Se a pessoa não lhe agradar não vale a pena fazer a experiência, pois ainda fica traumatizado e aí é que nunca mais tenta :). Se lhe agradar a pessoa, então dê pequenos passos ou deixe que a pessoa o conduza nessa aventura emocional. Depois vá experimentando em lhe dizer o que gosta e onde quer ir ou o que lhe apetece fazer.
Com relação as mulheres que preferem bandidos, como você disse – olhe ainda bem que os preferem pois assim você fica com mais mulheres equilibradas para escolher! Note, quando uma mulher escolhe esse tipo de pessoas – emocionalmente não disponíveis – estão a repetir um padrão que aprenderam em criança – ou seja- algum dos pais não teve emocionalmente disponível de alguma forma e isso leva a que elas em vida adulta procurem homens que também não estejam disponíveis emocionalmente, criando e repetindo o ciclo que conhecem e se tornou normal na vida delas. Mas eu acho que nem é esse o seu problema, mas sim a dificuldade que tem de arriscar e quer perfeição, coisa que não existe. Não existe pessoas perfeitas!
Também li que o seu primeiro contato sexual foi com uma acompanhante e nada tem de mal, desde que não faça disso vida, isto caso se você quer ter uma namorada, pois se não quiser e apostar ou até der como concluído que não é suficientemente social para ter alguém, então sugiro-lhe que pare de discutir consigo próprio e aceite a sua situação!
Das duas uma, ou arrisca e mete fé na coisa, ou dá por concluído que não serve para namorar! Quando fizer algumas destas duas, pare de se autopunir e até julgar os outros.
Se continuar a fazer isso só lhe vai trazer ansiedade, e a ansiedade vai ser o seu pior inimigo para o libertar e conseguir tomar decisões. É uma perda de tempo, é desnecessário e cansativo estar sempre a pensar no mesmo.
Sugestão: TPC :)
- Duas folhas
- Numa folha escreva as vantagens de namorar
- Em outra as desvantagens
Agora agarre e mais duas folhas
- Numa, quais as qualidades que gostaria de encontrar numa mulher
- Noutra, quais aas qualidades que tem para oferecer – e na parte de trás o que lhe impede de o fazer
Por fim….
Escreva tudo o que lhe faz sentir gratidão
Exemplos: Ver o sol nascer, ter água, ter luz, por aí fora
Um abraço
segunda-feira, 15 de abril de 2024
O stress pode causar problemas?
O stress, é o maior inimigo do ser humano e nos dias de hoje há muita gente a sofrer de stress, pois a vida e tudo que se passa no mundo leva as pessoas a terem muita ansiedade provocando muito stress.
Desde a pandemia que o viver em stress nunca mais parou! A pandemia trouxe muito medo, e o medo transformou-se em stress e muitas pessoas começaram a sofrer de doença mental. Quando a pandemia passou, começaram as guerras e as subidas de preço. Novamente a instabilidade instalou-se e muitas pessoas que ainda não tinham recuperado do stress da pandemia acumularam mais stress.
É mito difícil definir a linha do stress, pois a primeira ação do ser humano é tentar controlar e resolver por si as coisas. Nada tem de errado, pois é humano, mas o tentar resolver sozinhos pode provocar mais stress. A pessoa fica obcecada em resolver a situação e sem se aperceber acumula as costas uma carga muito grande que poderia ser dividida com outros. Essa divisão acontece quando se procura ajuda, quando se fala do problema, ou até mesmo quando se escreve sobre ele. Escrever também é uma forma muito terapêutica de olhar para os problemas, e eu que o diga! Quando se escreve, reflete-se, e as coisas podem vir a tornar-se mais claras.
Problemas de saúde:
Eu costumo dizer que os sentimentos têm morada própria dentro do corpo e habitam todos no estomago! Digo isto porque tudo se vem a refletir no estomago, a ansiedade, o vazio, que muitas vezes leva as pessoas a deixar de comer ou a comer demais, a começar a ter refluxo gástrico, úlceras e afins.
Por isso o melhor é mesmo pedir ajuda antes que agrave tanto psicologicamente como fisicamente. Não tem de ser ajuda profissional, pode até ser com amigos ou até mesmo escrever, os mais corajosos podem até fazer um vídeo pessoal, pois será como falar a um espelho. Deixo aqui as dicas. Boa sorte a todos
quarta-feira, 27 de março de 2024
Mentes Fechadas
Por vezes deparo-me com pessoas com mente fechadas. Pessoas que questionam coisas que não entendem e que não querem entender, pois auto programaram-se para seguir uma linha e não conseguem “fingir para acreditar” nas suas crenças.
Pensam que percebem, mas no final não percebem nada! Não conseguem perguntar o porquê de ser assim ou assado para ouvir a outra perspetiva da pessoa. Se as pessoas entendessem que na vida é “cada macaco no seu galho”, tudo seria mais fácil e correria sobre rodas.
Falando de mim,
Eu quando faço algo há sempre um propósito para o fazer, dizer, etc…
Não faço as coisas à-toa! Como dizia o meu mentor “Eu saio fora da caixa e olho sempre um pouquinho mais à frente”, porque me sinto conectada com as pessoas e o mundo, apesar de o meu contacto social ser zero! Eu não socializo, eu sou uma pensadora, ponto final. A mim não me interessa conversas sobre aquela, o outro, e afins. Esse tipo de conversa nada me acrescenta, nada me ensina e quando dou por mim no social básico onde há essas conversas eu fico ansiosa e em cinco minutos já me fui embora!
Eu gosto de conversas profundas, pois se vierem falar comigo sobre sentimentos, emoções, cultura, história, política, aí sim, eu sou toda ouvidos! Costumo dizer que não tenho tempo para conversa de café, e muito menos tenho tempo para pessoas que não conseguem receber a mensagem que eu quero passar! Se essas pessoas convivessem comigo ou se me conhecem-se entenderiam o porquê de eu dizer isto ou aquilo e eu teria a oportunidade de me explicar, debater, e chegaríamos a uma conclusão. Possivelmente ambas as partes aprenderiam durante o processo.
Ainda assim, eu permito-me a dar explicações a essas pessoas uma, duas, ou três vezes. Após isso, e se vejo que a mensagem não está a ser passada, eu entro em frustração que me leva à raiva, desmoralizo e acabo por “acenar” com a cabeça a concordar e a dizer OK. É o mesmo que dizer “faz como quiseres, pois, eu caguei e andei”.
Eu sou uma pessoa que em tudo que faça tenho de estar motivada para o fazer e gosto de ser apreciada pelas coisas que faço! Verdade! Eu gosto de elogios e que me deem valor. Não gosto muito de ser questionada quando eu sei que se sou quem sou hoje foi porque fui ensinada pelos melhores! Esses melhores, ainda hoje são pessoas de grande sucesso!
As vezes pessoas que me conhecem há anos também cometem este erro – ainda ontem “virei a boneca com uma vizinha minha”, alguém que eu sinto que não é muito inteligente, mas como crescemos juntas continuo a dar-me com ela. Questionou-me o porquê de eu ir tirar fora as portas da marquise, dizendo-me que se eu o fizesse ia passa muito frio!!!!
A minha resposta após grande suspiro foi:
OH MY GOD!!!! Já me conheces há tantos anos e estás-me a perguntar isso?? Ouve lá, estamos em que estação do ano? Primavera, certo? A seguir vem o Verão, e durante os próximos meses até ao Outono eu irei juntar dinheiro para colocar uma porta! Mas qual é ainda a dúvida que todas as decisões que tomo é por alguma razão e já estão estruturadas?
Eu não sei como é convosco, mas eu não tenho muita paciência para quem dúvida das minhas capacidades, e decide invalidar todo o conhecimento que adquiri. Poderia relativizar? Poderia, mas tudo o que eu sou hoje foi com muito suor, muito trabalho, muita dedicação!
Por isso, quem quer o melhor de mim vai ter, quem não quer, passa ter o social básico – BOBAGE!
terça-feira, 12 de março de 2024
Carta para o fundo de desemprego basta?
Muitos de nós passamos por bons trabalhos, com pessoas com bom fundo, mas outras vezes não...
Não há volta a dar, todos temos que trabalhar para sobreviver, para podermos pagar contas, comer, vestir, e, por isso, muitas vezes, nos sujeitamos a coisas menos boas, a promessas que não foram compridas, a enganos e decepções.
Ainda assim, temos o direito de querer o melhor para nós e de procurar outro emprego com outras condições. Enquanto procuramos, há direitos que temos que ambas as partes têm que cumprir, tanto patrão como empregado.
Por vezes, as coisas não acabam da melhor maneira e quando se dá conta, o empregado começa a sofrer jogos psicológicos por parte do patrão e, em vez de procurar emprego, tem de andar atrás do patrão para ser pago, ou até mesmo para obter a carta para o fundo de desemprego.
Quando isto acontece tem que se apresentar uma queixa no Tribunal do Trabalho, caso tenha paciência para aguardar. Se não tiver paciência, mais à frente digo-lhe o que pode fazer para além da queixa no Tribunal de Trabalho.
O caso que eu venho aqui falar aconteceu em dezembro e acabei de ter um enorme debate aqui na rua, um debate profundo, porque um amigo meu recebeu a carta para o fundo de desemprego que foi entregue pela TOC da empresa para onde ele trabalhava. Mas a contabilista não lhe deu o Modelo 5044, pois têm que dar ambos entrada na Segurança Social.
Se você for lá só com a carta do fundo de desemprego, mas sem este modelo, volta para trás e não é aceite! A TOC sabe que tem que fazer esse modelo, pois se ela é a oficial de contas, se faz os pagamentos pela empresa e trata de tudo, tem que lhe dar esse modelo!
Se não lhe der, então está a infringir a lei! Está a recusar-lhe algo a que tem direito.
O que pode fazer de imediato é pedir o livro de reclamações da contabilidade - ninguém pode recusar dar ao cidadão o livro de reclamações!
Se o problema persistir, pode apresentar queixa na PSP e deixar que a investigação criminal investigue. Quando for chamado, tenha consigo todos os detalhes importantes, todas as provas e não se perca a contar a história toda. Seja assertivo, conciso, para ser bem clara a sua queixa, de fácil entendimento para ser produzida em escrito pelo inspector de forma clara.
Não se esqueça que chegando ao Ministério Público, tem que ser claro como a àgua o que está escrito e a sua queixa, pois são pessoas que dão muita importância ao que está escrito e ao português.
Quando o inspector lhe der a queixa para as mãos, leia com atenção antes de assinar e veja se há falhas, ou falta algo.
Após isso e se o bullying continuar, você pode fazer aditamentos por cada ocorrência junto da PSP. Garanto-lhe que irá ser ouvido!
Estes bullyings de patrões para com empregados, estas lenga-lengas, têm forma de acabar porque você como trabalhador tem direitos e como ser humano mais direitos tem!
É tudo por agora!
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