Mentes Conectadas Abri esta seção para poder ajudar com as suas dificuldades no dia-a-dia, problemas nas suas relações amorosas, trabalho, família, ou tudo o que decida me pedir ajuda. Escreva-me e de forma cirúrgica: irei responder caso a caso, encaminhar se for o caso, ou até acompanhá-lo durante o processo de ajuda. Não se sinta mais sozinho, angustiado, ou até deprimido com o problema ou problemas por que está a passar, pois estou aqui para ajudar da melhor forma possível.
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sábado, 9 de março de 2024
A infância define a vida adulta?
O ambiente onde se nasce pode ser problemático e até violento. Vamos então falar disso, pois é, muitas vezes, uma análise controversa.
Nos Estados Unidos, leva-se em atenção a infância das pessoas que estão no corredor da morte. É algo recente, pois a pena de morte era baseada no histórico criminoso do indivíduo.
Atualmente, muitas penas estão a ser comutadas a prisão perpétua devido à infância do indivíduo.
Nas várias entrevistas que dá, o indivíduo começa por contar como foi a sua infância, justifica assim os seus atos, personalidade e predisposição. É como se tivessem sempre vivido dentro de uma casa sem portas ou janelas, onde o sol nunca nasceu – nunca houve uma hipótese, alguém que confrontava o comportamento, alguém que ajudasse, um amigo, um professor, um patrão, e etc....
Depois, há aqueles que tiveram uma infância perfeita, cheia de oportunidades, amor, e, ainda assim, decidiram ser criminosos. Como se explica isso?
É aqui que a controvérsia entra, pois não se compreende com rigor analítico o que originou estas decisões. Tornam-se então axiomáticas, o que dá origem a uma explicação de vários distúrbios de personalidade. Para cada caso é dado um parecer da personalidade do indivíduo.
É então escrita, validada e dita ao indivíduo.
Agora, vamos falar de um outro exemplo...
O professor e escritor Frank McCourt que, em 1997, ganhou o prémio Pulitzer com o seu livro ”As cinzas de Ângela”. É um drama biográfico que está disponível na Netlfix e que retrata a sua infância vivida na Irlanda católica.
McCourt viveu em extrema pobreza, fome, com um pai alcoólico e, muitas vezes, ia para a escola sem sapatos. Apesar de tudo, tinha o sonho de ir para a América. Esse sonho, no meio de tanta dificuldade, torna-se esperança, uma pequena janela meio aberta, onde se via uma pequena luz a romper, mesmo nos dias mais escuros da sua vida.
Com fome 24h por dia, ia aproveitando as pequeníssimas portas que se iam abrindo - um patrão que acreditou nele e lhe deu trabalho; um professor que o disciplinava e também lhe ensinava princípios, valores morais, que aliviava a sua dor, dizendo-lhe para não ter vergonha de ser pobre; um padre que, através da confissão, o fez libertar da sua culpa e vergonha; uma tia que acreditou nele; uma menina enferma com tuberculose que fez amor com ele.
Finalmente, conseguiu ir para a América com 19 anos e, pouco tempo depois, entrou para a Universidade de Nova York.
Em vez de escolher tornar-se um criminoso com a justificativa da sua infância, decidiu ter um sonho e agarrar os ensejos que a vida lhe ia dando.
Não há nada mais cansativo do que ouvir histórias de infância que são usadas para justificar comportamentos e atitudes. Basicamente, é um grito: “tenham pena de mim”!
É muito bonito ouvir histórias de infância quando essas pessoas procuram as “tais janelas”. Quando isso acontece são levadas para ensejos maravilhosos.
É tudo por agora.
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