Mentes Conectadas Abri esta seção para poder ajudar com as suas dificuldades no dia-a-dia, problemas nas suas relações amorosas, trabalho, família, ou tudo o que decida me pedir ajuda. Escreva-me e de forma cirúrgica: irei responder caso a caso, encaminhar se for o caso, ou até acompanhá-lo durante o processo de ajuda. Não se sinta mais sozinho, angustiado, ou até deprimido com o problema ou problemas por que está a passar, pois estou aqui para ajudar da melhor forma possível.
Translate
terça-feira, 12 de março de 2024
Como passar o inverno
Esta época é perigosa para a saúde mental, mas há várias coisas muito giras para fazer...
O inverno é tão chato! Distrai-nos com o Natal e o Ano Novo, pois estamos tão focados nestas festas que o frio nem se nota, mas, ainda assim, é sempre complicado. Ninguém gosta de frio e chuva. É incomodativo e faz com que se queira é estar em casa no quentinho. Bem tapadinhos, a hibernar!
O inverno é a altura mais perigosa para a saúde mental, pois se não se tomar ação, pode-se ficar deprimido. Dias frios, chuvosos, escuros deixam-nos tristes e, por vezes, sem motivação.
Ainda assim, há que contrariar a vontade e o inverno requer maior esforço para nos auto motivar.
Há várias coisas que pode fazer que são muito giras e em família. Deixo aqui algumas dicas...
1. Visitar museus
Além de ser barato, também se aprende! Pode pesquisar no Google quais os museus na sua cidade e ir visitar um deles a cada fim de semana.
2. Ir ao cinema
Também pode ser barato, pois há operadoras de telemóvel, assim como bancos, que têm parcerias com os cinemas e que tornam o bilhete mais barato. Só tem que ver se a sua operadora e o banco têm alguma destas parcerias.
Pode até estar a pensar que pode ver o filme na net, mas não é a mesma coisa, pois não? Pelo menos, quando vai ao cinema, acaba por sair de casa, conviver, ver pessoas, e até jantar fora em família, visto que os cinemas são, normalmente, em centros comerciais.
3. Fazer um workshop ou um curso
Há coisas giras, como por exemplo, aprender a fazer sushi, a fazer bolos decorativos, trabalhos manuais, costura, pintura, entre outras coisas, que existem e podem ser muito divertidas.
4. Concertos
Pode sempre comprar os bilhetes online, pois não há só concertos no verão. Veja na sua cidade se há!
5. Artes e exposições
Visitar exposições e mostras de artes também é uma boa aposta e para além de ver coisas únicas, pode também tirar fotos espetaculares.
Deixo aqui um vídeo para seguirem, pois todas as semanas dá dicas sobre Portugal...
Como cuidar da saúde durante o inverno
Algumas dicas para lidar com o frio e com as infecções respiratórias nesta época.
O frio e as infecções respiratórias têm estado em destaque neste inverno. Ninguém gosta do frio e também de estar doente. Ambas as coisas deixam-nos sem vontade para fazer alguma coisa. Preferimos estar no quentinho sossegados a ver televisão a comer e a beber chá quentinho.
Para muitos, o gasto de eletricidade com relação ao aquecimento também é uma grande dor de cabeça e, por vezes, eu vejo pessoas na câmara Zoom de casacos vestidos, cheias de frio dentro das suas próprias casas.
Mas quando há coisas negativas temos que procurar o positivo delas e, às vezes, dar atenção ao problema e ver se há solução.
Com relação ao frio, o mais sensato será estar com o aquecedor por perto, mas fechar todas as portas da casa para que não consiga passar. Assim, o aquecedor consegue aquecer devidamente aquela área onde se encontra. O frio não consegue passar e acaba por manter quente aquela área, e até podes desligar o aquecedor porque fica o quentinho no ar. Como tal, acaba por poupar energia.
O saquinho de água quente está sempre na moda, pois se você tiver os pés quentes, o corpo aquece logo. Beber bebidas quentes também o vai ajudar muito.
Os banhos de imersão para além de serem relaxantes, também são benéficos porque aquecem o corpo. Relaxe ali durante 20 minutos, quentinha, a saborear o bom da vida...
Proteja-se das doenças respiratórias usando máscara
Com relação às doenças respiratórias, muitos deixaram de usar a máscara e agora parece que temos alguma vergonha de voltar a usá-la.
Ora bem, se você tem algum tipo de doença pulmonar respiratória ou que seja, seria bom usar a máscara durante o inverno e não há nenhum problema ou vergonha com isso. Acaba por se proteger e por não deixar o frio entrar pela garganta, pelo nariz, criando algum tipo de infecção.
Usar máscara neste passado recente ensinou que é uma boa proteção contra as infecções respiratórias e toda a porcaria que anda no ar. Então, porquê deixar de a usar?
Se você for para um Centro Comercial, para os transportes públicos, onde haja muitas pessoas, vá com máscara sem problema absolutamente nenhum.
E se por acaso está com uma infecção respiratória, que é muito complicado, o melhor mesmo é seguir todas as diretrizes do médico, beber muitos líquidos e hidratar bem o corpo. Coma coisas leves e agasalhe-se muito bem. E fique em casa!
Não é nada bom você saber que está doente e, mesmo assim, ir trabalhar para espalhar a doença para outras pessoas que podem ter um organismo muito mais vulnerável do que o seu, o que pode ser fatal para elas.
Há suplentos alimentares que também o podem proteger antes do inverno e durante o inverno para que o seu sistema imunológico consiga resistir às doenças que chegam nesta altura.
Por exemplo, a vitamina C é essencial para a pele e para o bom estado do organismo, Ou seja, é um grande aliado contra as gripes. A vacinação continua a ser muito importante e se você tiver oportunidade, vacine- se contra a gripe e contra a covid.
Prevenção é sempre a melhor solução.
É tudo por agora...
Ser ativista pode ser ingrato
As ativistas têm no sangue pensamento crítico e quando vêem algo surreal, atuam logo.
Uma ativista é uma pessoa que dá as suas opiniões sobre o que, normalmente, está errado e também acaba por sugerir o que acha que está certo. Habitualmente, é alguém que acredita numa causa e luta por ela...
E não deixa que essa causa seja "sujada", ou até que tentem inventar coisas, pois acredita na causa e não quer que esta se venha a perder devido a pessoas que gostam de inventar, ou até de ignorar, o que lhes convém!
O mundo não gosta muito de ativistas, pois seria melhor vivermos caladas. Abordar problemas pode ser desconfortavél para o ser humano, pois quando o ser humano não se conhece muito bem, tem tendência a seguir o grupo.
Segue o grupo porque não se quer sentir rejeitado e tem necessidade de pertencer a algo. Então, não é capaz de ter pensamento crítico!
Já as ativistas têm no sangue pensamento crítico e quando vêem ou ouvem algo surreal, atuam logo, mostrando um outro lado! Dou como exemplo um caso que me aconteceu esta semana...
Ouvi uma coisa da boca de uma pessoa que me fez confusão, mas tudo bem. O pior foi quando ouvi a repetição do mesmo da boca de outra, e antes de se tornar-se moda agi!
Escrevi um post a dizer que dentro da associação a que eu pertenço, não se fazem famílias instantâneas, mas aprende-se a lidar com a perda das nossas verdadeiras famílias. Elas acham que é "VIP" fazer famílias instantâneas, e eu acho que nem sabem o que estão a dizer!
Então expliquei...
"... Algo americano, nascido e criado dentro das prisões americanas, pois é dentro destas prisões que surgem as "famílias instantâneas como meio de sobrevivência". Quando se chega a uma prisão americana, já lá existe formada uma família, onde um é o pai, outro o avô, o tio, o sobrinho e, como tal, para pertencer àquela família/gangue ser-lhe-á atribuída uma função familiar.
Parece-me que houve alguém saído da prisão que trouxe este sistema de institucionalização para esta associação, e agora anda meio mundo a dizer isto porque sentem que é VIP dizê-lo..."
Começou a haver muitos comentários no post, cada pessoa dava a sua opinião, mas com respeito, mesmo que fosse contrária à minha, o que quase nunca há!
Eis que fui insultada por uma VIP das "famílias instantâneas"! Picou-se, mas o foco dela era a minha foto de perfil. A dizer que era impossível ser eu, pois parecia uma artista de cinema!
Ora bem, eu faço parte desta associação há 25 anos e toda a gente sabe que na foto sou eu. O que me chateou foi a falta de respeito, pois é como uma facada que me entra no cérebro e eu disparo automaticamente. A seguir, disse-lhe tudo como os malucos, e ainda a convidei a dizer o que disse pessoalmente.
Se eu tenho consciência do que lhe respondi? Tenho! Mas a mim ninguém me falta ao respeito!!! Eu não admito tal coisa! Eu não falto ao respeito às pessoas, sou educada e estou sempre a sorrir. Só que tenho cérebro para além da beleza e, por isso, escrevo, analiso e tenho pensamento crítico. O mais importante nisso tudo é QUE TENHO VOZ ATIVA na sociedade.
Agora todos os meus posts têm que ser revistos! LOL Eu estou-me a rir, mas não tem graça nenhuma quando vejo que "quatro gatos pingados" decidem querer silenciar-me, ainda para mais quando os conheço e apetece-me começar com o meu sarcasmo...
"Estou pendente da publicação? Mas quem és tu? Vamos falar de ti? É que eu consigo falar agora de ti no presente, mais do que tu de ti mesmo nos próximos dez anos..."
Conclusão disto
As ativistas a única coisa que dão é o seu ponto de vista e mostram o que lhes parece errado. Elas não obrigam ninguém a ver as coisas como elas vêem! Simplesmente, têm uma voz ativa na sociedade. Sentem que o que está a ser feito ou dito pode prejudicar o ser humano e, por isso, falam e escrevem, alertando as pessoas de que também existe uma outra verdade, um outro ponto de vista.
Já as pessoas que discordam, então que o digam com educação, mesmo sendo confrontação. Que o façam com educação e não em gozo pela Internet, tentando ridicularizar quem está a dar o seu melhor. É que, no final, acaba-se por perder o foco do tema e o foco passa a ser a discussão gerada!
Amizade por correspondência
O que dizer daqueles amigos que se tornam "tomadores" e nada têm para oferecer?
Muitos de nós temos amigos e, por vezes, tornam-se a base da nossa vida. Amizade é uma relação mais íntima que temos com alguém. Alguém em quem confiamos, com quem partilhamos os nossos segredos e dificuldades. Escolhemos alguém, neste mundo, como amigo e pensamos que podemos contar com essa pessoa para a vida.
Criamos expectativas, mas também tratamos essa pessoa de acordo com as nossas expectativas. Até aqui tudo muito bem.
Há pessoas que passam pela nossa vida em certa altura, mas, depois, durante a vida, a nossa personalidade sofre alterações, outros interesses aparecem e, por vezes, há amigos que se perdem no caminho. Mais uma vez, até aqui está tudo muito bem! O que não me parece bem são aqueles amigos que se tornam "tomadores" e nada têm para oferecer.
Uma pessoa amiga minha que sofreu um desgosto muito grande no dia 30 dezembro, pois teve uma enorme perda e tem estado muito infeliz, só neste mês, teve um contato de um amigo por quem tinha muita consideração! Um contato tonto, pois essa pessoa amiga dizia-lhe que queria ir beber café com essa pessoa naquele dia! Tinha de ser naquele dia!
Claro que a pessoa recusou, pois as coisas não se fazem em cima da hora! Eis que do outro lado ouve:
- Vou para a América de férias e queria saber se podes, novamente, ficar com a minha cadela.
O corpo, que é algo maravilhoso, deu logo sinal de que alguma coisa não soava bem, e o que não soava bem foi a manipulação exercida!
Ora bem, essa pessoa não queria passar tempo com a outra, ouvir a sua dor, dar uma palavra de fé, força e esperança - o que queria mesmo era que lhe ficasse com a cadela.
Manipulação
“Eu quero muito que a minha cadela fique contigo porque eu, no ano passado, deixei-a com outra pessoa e a cadela vinha magra e infeliz. E quando esteve na tua casa, há dois anos, vinha toda feliz e até se via que sentia a tua falta!"
A pessoa minha amiga tinha a ficha a meio e chegou a dizer para esse amigo lhe ligar mais próximo da data, para ter uma resposta definitiva.
Manipulação e tentativa de responsabilizar o outro:
“OK, OK, mas, então, vou já comprar os bilhetes!”
Despedem-se, desligam o telefone e eis que a ficha cai e, para além de ficar clara a manipulação, fica também claro o egocentrismo e narcisismo da outra pessoa, e ficou também claro que a dor da outra pessoa não lhe interessava.
Isto parece conversa de café, mas não, pois, imaginem, alguém estar a passar por uma dor emocional e a precisar de pessoas para a apoiarem e essa pessoa, em quem mais confiava, fazer-lhe uma coisa destas!
A pessoa já se sentia sozinha e mais se ficou a sentir. Em conversa, disse-lhe:
- Olha, aproveita o luto do teu desgosto e faz já este também! Vai tudo de seguida!
Isto para dizer o quê?
A amizade não é nenhum contrato vitalício! Eu também conheço essa pessoa e isto diz-me que ela, que até era evoluída emocionalmente , regrediu na inteligência emocional. Não me admirei muito porque já andava, há algum tempo, a conseguir ver isso através dos textos que escrevia.
Ora bem, quando há alguém que continua focado no crescimento espiritual e a outra regride, então começa a deixar de haver coisas em comum - e a nível emocional e de amizade começam a ficar desconectados! A confiança enfraquece, então porquê continuar com uma amizade em que os dois estão em pólos diferentes?
"Arranca e não faças pó!"
Eu, pelo menos, sou assim. É muito, mas muito difícil deixar alguém entrar no meu mundo e confiar em alguém. E, depois, sou muito rápida a eliminar pessoas da minha vida! Não papo grupos!
Um exemplo recente... Tenho um amigo simplificado, LOL, há 26 anos. Pedi-lhe ajuda para telefonar a alguém que estava a passar um mau bocado. Não é só um mau bocado, é alguém sobre quem tenho estado à espera de receber um telefonema a dizer que morreu - ou seja, eu para pedir ajuda, ou até aceitá-la, é porque é um caso sério, pois sou muito autosuficiente.
Fui uma criança que teve de ser adulta mesmo antes de chegar à adolescência, por isso é natural. Esse amigo meu disse-me que não lhe ia ligar porque não lhe apetecia! Resposta errada!
Como é que alguém se recusa ajudar alguém que pode morrer a qualquer momento, alguém dentro do nosso grupo que conhecemos há quatro anos?
O que mais avalio numa amizade é a integridade da pessoa, os valores morais, independentemente da raça, sexo, religião, trabalho que tenha. Quando vejo que não há humanismo, ou integridade, eu retiro-me da vida da pessoa e nem deixo que me contacte mais!
TEMOS DE SER DUROS!
Vivemos no futuro?
Hoje venho falar de um entretenimento antigo: Gladiadores.
Os Gladiadores remontam a tempos antigos, mas foram os Romanos que lhe deram mais uso. Criaram Coliseus que serviam para os Gladiadores se debaterem até à morte para entreter todos, desde o rico ao pobre. Muitos deles eram escravos que morriam em arena às mãos dos melhores.
Ainda hoje se fazem filmes aclamados por todos os que os vêem sobre esses tempos de lutas entre homens.
Acredito que quando as pessoas vêem esses filmes pensem como era cruel aquele tempo. Pobres homens que eram obrigados a combater, e pobre do ser humano que se punha ali a assistir, sem ter pena daqueles homens! Chega-se até a ficar revoltado com tamanha violência exercida naqueles Coliseus!
Tanta gente que assistia e nada fazia e até aplaudiam! Como era possível tal coisa?
Acredito que há pessoas que pensem: "o passado era terrível!"
A minha pergunta é: Como é possível tal passado ser o presente?
Como é possível haver pessoas que gravam com os telemóveis outras pessoas em situações de violência em vez de ir ajudar, pois querem partilhar nas redes sociais para o entretenimento de outras?
Como é que é possível esta onda de influencers que dizem o que querem sem olhar a meios para ter protagonismo, não medindo o impacto que podem ter nas pessoas?
Como é possível haver o TikTok onde se vêem pessoas a fazerem coisas estranhas, a imitarem animais, ou a fazerem coisas durante horas seguidas que nem eu ainda consegui perceber muito bem o que estão a fazer?! Só sei que lhes dão rosas para elas continuarem naquela miséria humilhante!
Como é possível haver um Twitter que decide deixar colocar tudo, como jovens a terem sexo, como pessoas a matarem em direto, ou até mesmo a fazer mal a outras?
Como é que é possível haver um Pornhub que jura a pés juntos que aquela rapariga e aquele rapaz são maiores de idade quando existem redes criminosas com poder de compra de identidades falsas? Vê-se perfeitamente que são crianças menores!
Como é que é possível haver pelo mundo sites que objetivam escorts e decidem ter uma data de avaliadores, avaliá-las como se de um leilão se tratasse, colocando-as numa situação ainda mais arriscada, não querendo saber das novas leis de cyberbullying e proteção de dados?
Como é possível que o programa com mais audiências seja o "Big Brother"? Um jogo, é assim que lhe chamam, agora na TV, que é o maior coliseu que o ser humano já fez, onde pessoas se maltratam/degladiam em direto para obter o prémio de sobrevivência e são aplaudidas, ou não, por milhares de espectadores? E o que os espectadores mais esperam deste jogo? Guerra entre eles para os motivar a continuarem a ver!
Mudamos com o tempo? Não! Apenas se abriram Coliseus maiores!
Anda meio mundo a falar de valores morais, de mudança, direitos para lá e para cá... É só falsos profetas com falsas profecias, quando A VERDADE básica já ensinada é que primeiro temos nós que mudar de forma individual. Através do exemplo que gera a atração!
Trabalho remoto é o futuro ou o passado?
O que se diz futuro, não o é! Há anos que isto acontece...
Fala-se muito em trabalho a partir de casa como algo que irá fazer parte do futuro. Este método ganhou mais proporções durante a pandemia, e muitas empresas apostaram nisso.
Muitas das grandes empresas têm o seu apoio ao cliente através do trabalho a partir de casa. Por vezes até chega a ser evidente, pois ouvem-se crianças durante os telefonemas e é claro que aquela pessoa que está connosco ao telefone está na sua casa!
Para os trabalhadores é cómodo, pois não têm despesas em transportes e nem o stress diário de ir e vir para o trabalho.
Para as empresas também é lucrativo porque não têm gastos com escritórios, redes telefónicas de call center, luz, água, material de escritório, móveis de escritório... Parecendo que não, isso tudo encarece muito as despesas de uma empresa que tem sempre de ter a contabilidade organizada obrigatória, IVA, IES, IRC, TSU, pagamentos especiais por conta...
Mas será que é o futuro ou estamos a voltar ao passado?
Vamos dar uma vista de olhos ao passado...
Existiu e ainda existem restaurantes que são em vivendas, onde os donos moram no primeiro andar e o restaurante é em baixo. Ainda há muitos cafés que ficam por baixo da residência dos donos.
As mercearias eram no anexo à casa do dos donos.
O cabeleireiro era, muitas vezes, em casa das próprias cabeleireiras.
O sapateiro tinha a loja por baixo da sua residência, assim como o barbeiro.
As pessoas iam a casa das esteticistas fazer as unhas.
E até os padres viviam num espaço anexo às Igrejas.
Basta dar uma volta às terrinhas de Portugal e ver que ainda existe este tipo de coisas.
Por isso, o que se diz futuro, não o é!
Há anos que isto acontece, há anos que faz parte do passado, mas como é tudo mais tecnológico, pensa-se que é o futuro. Na verdade, estamos a voltar ao passado, e é OK!
Grandes empresas entenderam que o passado estava certo e que é por aqui o caminho de menos despesas, mais liberdade, mais suavidade na relação trabalhador-patrão-empresa.
Para uns é bom, para outros não tanto, para outros é mais ou menos!
Eu já achei perfeito, mas hoje em dia, dou por mim a lembrar-me da loucura que era estar com as minhas ex-colegas durante o dia! Estou a ter muitas saudades dessa dinâmica, das gargalhadas, das brincadeiras, de meter toda a gente a rir, dos jantares, da ajuda no trabalho para cumprir objetivos, do dinheiro que se ganhava.
Diz-se por aí que no Trabalho Sexual ganha-se dinheiro. Ora, para quem chegou a ganhar o ordenado mínimo, talvez seja verdade, mas para quem já teve trabalhos como vendedora sabe que é mentira.
A única ilusão aqui é que o Trabalho Sexual é pago ao dia, em dinheiro ou MB Way, então, tem-se aquela ilusão de que se ganha bem!
Nas vendas, o dinheiro é pago ao final do mês, mas quando chega o dia, é o triplo do que se ganha em qualquer atividade sexual, já para não falar dos benefícios fiscais que isso origina, da imagem e estatuto perante os Bancos devido ao grande IRS que se apresenta!
Junta-se o útil ao agradável, convive-se com colegas, com outras conversas, ganha-se dinheiro, por isso, deixou de ser atrativo o trabalho a partir de casa. No meu caso, eu preciso de pessoas à minha volta, preciso de sentir o frio e o calor a bater na cara, preciso de ser livre novamente!
Pode uma acompanhante ter tutela do filho?
O peso do estigma continua a marcar quem faz Trabalho Sexual.
Recebi uma mensagem de uma acompanhante que está com dúvidas sobre se deve assumir a sua atividade profissional, ou não, para ter a tutela do filho de sete anos.
Sou a Vânia e gostaria de obter algumas informações.
Tenho um filho de 7 anos aos cuidados dos avôs paternos.
Vivo esta vida de acompanhante há mais ou menos 6 anos.
Gostava de estar com o meu filho aos fins de semana. E ainda assim continuar com as minhas terapias sensuais.
É possível uma Acompanhante de Luxo ter tutela do filho aos fins de semana estipulada pelo tribunal? Ou convém eu esconder ao máximo?
Obrigada, atenciosamente,
Vânia P.
Olá, Vânia, espero que esteja tudo bem consigo.
Quando li o seu email, pensei que seria mais apropriado para um advogado, e acho que deve consultar um para que lhe possa responder se deve ou não omitir que é acompanhante.
O que lhe posso dizer é que se fala muito em combater o estigma, mas o facto é que ele existe e vai existir sempre.
Eu não consegui entender no seu email o porquê do seu filho não estar consigo, mas é importante refletir sobre isso, pois o tribunal vai querer saber o porquê, caso você tenha de ir para tribunal. Eles fazem uma avaliação minuciosa e, por isso, tem de ir bem preparada para lhes dar as respostas que vão exigir.
Agora a nível emocional…
É importante para o crescimento do seu filho conviver consigo e ter alguma proximidade, e também é importante para si, pois ambas as partes aprendem imenso.
Pode continuar a ser acompanhante desde que seja na ausência dele, ou seja, durante a semana faz o seu trabalho e no fim de semana, dedica-se ao seu filho apenas. Cada coisa no seu lugar, pois há tempo para tudo e proteger os filhos dessa exposição é importante.
Defina bem o objetivo, a seguir defina bem o plano. Fale com o seu filho e diga-lhe o que vai fazer, e depois arranque em força com toda a fé, força e esperança!
Sem medo Vânia! Mesmo que as pernas tremam.
Continue a caminhar porque o final vai ser belo e vai-lhe trazer o seu filho aos fins de semana e mais autoconfiança.
Boa sorte!
Relação após infância não resolvida
Se nunca resolveram, onde e quando vão resolver?
Hoje vou falar de uma mensagem de um homem quer quer saber o que acontece numa relação entre dois adultos com uma infância não resolvida.
O que acontece quando dois adultos com uma infância não resolvida se juntam num namoro ou casamento?
João, 48 anos, Oeiras
Olá João.
Isso é uma ambição? :) Estou a brincar.
A primeira coisa que me vem à cabeça como resposta é separação/divórcio, mas vamos lá desmontar isto...
Vamos começar a pensar no seguinte... Se eles nunca resolveram, onde e quando vão resolver? O que vão fazer a esses sentimentos? Possivelmente, vão levá-los para dentro da relação. Mas isto é o meio do processo, pois houve primeiro um princípio, e esse princípio deu-se quando se conheceram.
Aquela chamada atração física camufla a verdadeira atração por aquela pessoa, pois, possivelmente, o que vos atrai é a dor emocional. A dor emocional, por vezes, vai ao ginásio, veste-se bem, maquilha-se bem, como disfarce, e anda por aí entre os mortais.
Sugiro já um livro para o João ler que é “Eckhart Tolle - Um Novo Mundo”. Irá compreender toda esta atração que sentimos uns pelos outros e o porquê.
Tendência entre quem não tem infância resolvida
Há uma tendência entre as pessoas que não têm a infância resolvida de namorarem, ou até casarem, com aquele ou aquela mais parecida com um dos progenitores.
Progenitor esse ou essa que teve mais dificuldades durante a infância. Um namoro ou casamento com alguém parecido é uma reprodução e projeção da infância. É o que conhece, é-lhe familiar, mas depois esquece-se o quanto doloroso foi e será.
Aqui, antes de se envolver numa relação assim, o melhor será fazer o filme até ao fim.
O João fala no plural - "dois adultos". Agora que leu novamente, o que lhe parece este plural? Não será muita gente?
Sugestão
Comece por si - identifique, escreva até num papel -, as mágoas da sua infância. Depois escreva as mágoas dos seus ex-relacionamentos e veja se são parecidos, se há coisas em comum.
Você nem precisa de esperar que o outro mude ou olhe para a sua infância, pois se você fizer esse trabalho consigo próprio - identificar, entender e finalmente aceitar -, verá que irá deixar de se sentir atraído por pessoas com infâncias idênticas à sua. O trabalho interior e a aceitação vão levá-lo para outro patamar, onde se vai dar ao luxo de rapidamente identificar o que não é ok para si.
Também irá ambicionar outro tipo de relacionamentos. Relacionamentos sem muita bagagem, algo mais leve.
Se me disser que já está num relacionamento assim e que ambos estão a trabalhar nisso, então posso dizer que também é possível, se ambos forem honestos e quiserem mesmo quebrar o ciclo. Mas é um processo e a paciência é primordial, pois cada um demora o seu tempo a encontrar-se.
Se não estiver numa relação assim, então pergunto-lhe:
Quer passar o tempo na relação a falar de problemas ou a viver a vida com uma pessoa já resolvida?
Quer continuar a alimentar a sua dor, alimentando-se da dor do outro? Não se esqueça que o outro também se vai alimentar da sua - ambos acabam drenados e sem mudança!
Um abraço.
sábado, 9 de março de 2024
A infância define a vida adulta?
O ambiente onde se nasce pode ser problemático e até violento. Vamos então falar disso, pois é, muitas vezes, uma análise controversa.
Nos Estados Unidos, leva-se em atenção a infância das pessoas que estão no corredor da morte. É algo recente, pois a pena de morte era baseada no histórico criminoso do indivíduo.
Atualmente, muitas penas estão a ser comutadas a prisão perpétua devido à infância do indivíduo.
Nas várias entrevistas que dá, o indivíduo começa por contar como foi a sua infância, justifica assim os seus atos, personalidade e predisposição. É como se tivessem sempre vivido dentro de uma casa sem portas ou janelas, onde o sol nunca nasceu – nunca houve uma hipótese, alguém que confrontava o comportamento, alguém que ajudasse, um amigo, um professor, um patrão, e etc....
Depois, há aqueles que tiveram uma infância perfeita, cheia de oportunidades, amor, e, ainda assim, decidiram ser criminosos. Como se explica isso?
É aqui que a controvérsia entra, pois não se compreende com rigor analítico o que originou estas decisões. Tornam-se então axiomáticas, o que dá origem a uma explicação de vários distúrbios de personalidade. Para cada caso é dado um parecer da personalidade do indivíduo.
É então escrita, validada e dita ao indivíduo.
Agora, vamos falar de um outro exemplo...
O professor e escritor Frank McCourt que, em 1997, ganhou o prémio Pulitzer com o seu livro ”As cinzas de Ângela”. É um drama biográfico que está disponível na Netlfix e que retrata a sua infância vivida na Irlanda católica.
McCourt viveu em extrema pobreza, fome, com um pai alcoólico e, muitas vezes, ia para a escola sem sapatos. Apesar de tudo, tinha o sonho de ir para a América. Esse sonho, no meio de tanta dificuldade, torna-se esperança, uma pequena janela meio aberta, onde se via uma pequena luz a romper, mesmo nos dias mais escuros da sua vida.
Com fome 24h por dia, ia aproveitando as pequeníssimas portas que se iam abrindo - um patrão que acreditou nele e lhe deu trabalho; um professor que o disciplinava e também lhe ensinava princípios, valores morais, que aliviava a sua dor, dizendo-lhe para não ter vergonha de ser pobre; um padre que, através da confissão, o fez libertar da sua culpa e vergonha; uma tia que acreditou nele; uma menina enferma com tuberculose que fez amor com ele.
Finalmente, conseguiu ir para a América com 19 anos e, pouco tempo depois, entrou para a Universidade de Nova York.
Em vez de escolher tornar-se um criminoso com a justificativa da sua infância, decidiu ter um sonho e agarrar os ensejos que a vida lhe ia dando.
Não há nada mais cansativo do que ouvir histórias de infância que são usadas para justificar comportamentos e atitudes. Basicamente, é um grito: “tenham pena de mim”!
É muito bonito ouvir histórias de infância quando essas pessoas procuram as “tais janelas”. Quando isso acontece são levadas para ensejos maravilhosos.
É tudo por agora.
Como escolher um psicólogo
Você quando escolhe um médico, escolhe com base no seu problema de saúde...
Cada pessoa é livre de decidir o que lhe faz sentido. Dito isto, vou falar em como escolher um psicólogo, com base no que eu acho mais correto, mais rápido e com mais eficácia.
Primeiro, quero dizer que tudo o que eu escrevo faz parte de alguma investigação, experiência ou pensamento crítico. Como tal, pode ser útil para uns ou nada útil para outros...
Os cursos de Psicologia, Medicina e Direito são vistos como cursos de prestígio e, por isso, estão sempre abarrotados e sem vagas. Muitos de vós que já entraram em contato com alguns destes três profissionais, sabem as probabilidades de desilusão e as dificuldades que se encontram.
Muitas vezes, sente-se que se escolheu ou se tem o médico errado, o psicólogo errado, ou o advogado errado, e acabamos a sentir-nos frustrados e impotentes. Impotentes porque temos a crença que eles sabem mais do que nós, então se não está a funcionar, é por nossa culpa!
Não é bem assim! Há o que se chama de VOCAÇÃO e a EXPERIÊNCIA!
Metendo isto ao contrário, por vezes, a experiência leva a um despertar espiritual que se transforma em vocação! Confuso? Não é muito!
Se fizer uma pesquisa, vai ver que 99% dos psicólogos estão muito direcionados para crianças ou recursos humanos. Aliás, uma das coisas que advertem numa faculdade, em Lisboa, é que não se vá para a entrevista dizer: “Quero ser psicólogo porque gosto muito de crianças”.
Se formos a ver bem, é mais fácil trabalhar com crianças do que com adultos que já têm cérebros formados e opiniões formadas. E também os recursos humanos são fáceis porque, basicamente, vai-se trabalhar para empresas a fazer entrevistas aos que se candidatam para vagas de emprego nas mesmas.
Não acho muito desafiante, nem tão pouco ambicioso e, por isso, continuo a dizer que a experiência de Mary Ainsworth foi realizada de forma incompleta. Assim, está ultrapassada e deveria ser reescrita, atualizada, sem nunca invalidar o seu trabalho, pois para alguma população faz sentido, mas para outra, o resultado seria inverso!
Então, como escolher um psicólogo?
A primeira coisa que tem de fazer quando lhe aparecem os vários nomes de escolha de psicólogos é ir ver que mestrados tiraram, que cursos específicos obtiveram após a conclusão do curso de psicologia. É isso mesmo, ver o CV de cada um deles! Não nos podemos esquecer de que são todos humanos.
Quando se escolhe um psicólogo, tem de se ver o CV dele e ver se está direcionado para o seu tipo de problema! Se não o fizer, acaba com um psicólogo mais direcionado para crianças e depois, quando está a falar, sente que o psicólogo não consegue elaborar o feedback de que precisa e sai da consulta confuso, com uma sensação de vazio, pois você falou tudo o que lhe ia na alma e essa alma não foi alimentada de volta.
Desconstruiu-se, mas não se reconstruiu – desmontou-se, mas não se montou com uma nova visão. Então, sai de lá e fica na mesma, e isso leva muitas pessoas a desistirem de continuarem a pedir ajuda profissional ou até a voltarem!
Tanto os hospitais, como as seguradoras, vão-lhe dar quem eles tiverem disponível! Então, você acha bem deixar nas mãos de grandes instituições e empresas a sua vida?!
Você está com problemas, sim, é um facto. Mas ainda sabe falar, pensar e ter alguma autonomia, ou não? O poder da escolha ninguém lhe pode tirar e esse é um direito seu, como tal do not set up to fail!
Você quando escolhe um médico, escolhe com base no seu problema de saúde - se tiver problemas de pulmões, escolhe pneumologia; se tiver problemas de coração, escolhe cardiologia. Então, porque seria diferente com a saúde mental que só agora está a iniciar de forma mais séria em Portugal?
Os americanos já olham e usam a saúde mental como base nas suas vidas a long time ago! E por isso, é vastaaaaaa a escolha e as especialidades. Portugal já entendeu que o mundo mudou de forma violentíssima e a saúde mental é o presente e será o futuro - e esse futuro será maravilhoso quando a medicina se unir à psicologia.
- Bom dia, Dr., tenho muitas dores de estômago!!!
- Bom dia, Dr., estou com arritmia cardíaca!!!!
- Bom dia, Dr., tenho muitas dores de cabeça!!!!
- Bom dia, Dr., tenho muitas dores no corpo...
- Bom dia, querido paciente, vai então fazer uns exames e também vai ao psicólogo.
Isto porque:
Os sentimentos vivem no estômago! WHAT??? Sim! Experimente estar cheio de problemas e quando começar a partilhar-lhos com alguém, começar a notar que à medida que fala, se vai endireitando na cadeira até ficar completamente direita, encostada para trás. Verifique também se come demais, ou se começa a não comer nada.
Verifique se começa a ter ataques de pânico ou se o seu coração está acelerado ao ponto de não conseguir ter controle = Tantos enfartes que acontecem todos os dias.
Verifique se as dores de cabeça e corpo não têm a ver com os seus problemas e com as quase 24h que lhe dá, pois está sempre a pensar neles e a revivê-los sozinha, diariamente.
Verifique se a sua falta de assertividade a coloca num espaço de RAIVA PASSIVA – que é a raiva induzida a si mesma. Aquela que você não fala ou por medo ou vergonha, mas que fica lá e volta-se contra si, criando dores no corpo de tantos dias ou anos tensa! O corpo não consegue aguentar com tanto, com tamanha carga emocional que quando não revista com um psicólogo, dentro da área do seu problema, pode-se tornar FATAL!
Por isso, se acha que o profissional não a está a ajudar, seja em que especialidade for, mude! Procure outro, e volte a procurar até encontrar quem realmente o ajude! SIGA!
É tudo por agora...
Subscrever:
Comentários (Atom)









