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terça-feira, 12 de março de 2024

Amizade por correspondência

O que dizer daqueles amigos que se tornam "tomadores" e nada têm para oferecer? Muitos de nós temos amigos e, por vezes, tornam-se a base da nossa vida. Amizade é uma relação mais íntima que temos com alguém. Alguém em quem confiamos, com quem partilhamos os nossos segredos e dificuldades. Escolhemos alguém, neste mundo, como amigo e pensamos que podemos contar com essa pessoa para a vida. Criamos expectativas, mas também tratamos essa pessoa de acordo com as nossas expectativas. Até aqui tudo muito bem. Há pessoas que passam pela nossa vida em certa altura, mas, depois, durante a vida, a nossa personalidade sofre alterações, outros interesses aparecem e, por vezes, há amigos que se perdem no caminho. Mais uma vez, até aqui está tudo muito bem! O que não me parece bem são aqueles amigos que se tornam "tomadores" e nada têm para oferecer. Uma pessoa amiga minha que sofreu um desgosto muito grande no dia 30 dezembro, pois teve uma enorme perda e tem estado muito infeliz, só neste mês, teve um contato de um amigo por quem tinha muita consideração! Um contato tonto, pois essa pessoa amiga dizia-lhe que queria ir beber café com essa pessoa naquele dia! Tinha de ser naquele dia! Claro que a pessoa recusou, pois as coisas não se fazem em cima da hora! Eis que do outro lado ouve: - Vou para a América de férias e queria saber se podes, novamente, ficar com a minha cadela. O corpo, que é algo maravilhoso, deu logo sinal de que alguma coisa não soava bem, e o que não soava bem foi a manipulação exercida! Ora bem, essa pessoa não queria passar tempo com a outra, ouvir a sua dor, dar uma palavra de fé, força e esperança - o que queria mesmo era que lhe ficasse com a cadela. Manipulação “Eu quero muito que a minha cadela fique contigo porque eu, no ano passado, deixei-a com outra pessoa e a cadela vinha magra e infeliz. E quando esteve na tua casa, há dois anos, vinha toda feliz e até se via que sentia a tua falta!" A pessoa minha amiga tinha a ficha a meio e chegou a dizer para esse amigo lhe ligar mais próximo da data, para ter uma resposta definitiva. Manipulação e tentativa de responsabilizar o outro: “OK, OK, mas, então, vou já comprar os bilhetes!” Despedem-se, desligam o telefone e eis que a ficha cai e, para além de ficar clara a manipulação, fica também claro o egocentrismo e narcisismo da outra pessoa, e ficou também claro que a dor da outra pessoa não lhe interessava. Isto parece conversa de café, mas não, pois, imaginem, alguém estar a passar por uma dor emocional e a precisar de pessoas para a apoiarem e essa pessoa, em quem mais confiava, fazer-lhe uma coisa destas! A pessoa já se sentia sozinha e mais se ficou a sentir. Em conversa, disse-lhe: - Olha, aproveita o luto do teu desgosto e faz já este também! Vai tudo de seguida! Isto para dizer o quê? A amizade não é nenhum contrato vitalício! Eu também conheço essa pessoa e isto diz-me que ela, que até era evoluída emocionalmente , regrediu na inteligência emocional. Não me admirei muito porque já andava, há algum tempo, a conseguir ver isso através dos textos que escrevia. Ora bem, quando há alguém que continua focado no crescimento espiritual e a outra regride, então começa a deixar de haver coisas em comum - e a nível emocional e de amizade começam a ficar desconectados! A confiança enfraquece, então porquê continuar com uma amizade em que os dois estão em pólos diferentes? "Arranca e não faças pó!" Eu, pelo menos, sou assim. É muito, mas muito difícil deixar alguém entrar no meu mundo e confiar em alguém. E, depois, sou muito rápida a eliminar pessoas da minha vida! Não papo grupos! Um exemplo recente... Tenho um amigo simplificado, LOL, há 26 anos. Pedi-lhe ajuda para telefonar a alguém que estava a passar um mau bocado. Não é só um mau bocado, é alguém sobre quem tenho estado à espera de receber um telefonema a dizer que morreu - ou seja, eu para pedir ajuda, ou até aceitá-la, é porque é um caso sério, pois sou muito autosuficiente. Fui uma criança que teve de ser adulta mesmo antes de chegar à adolescência, por isso é natural. Esse amigo meu disse-me que não lhe ia ligar porque não lhe apetecia! Resposta errada! Como é que alguém se recusa ajudar alguém que pode morrer a qualquer momento, alguém dentro do nosso grupo que conhecemos há quatro anos? O que mais avalio numa amizade é a integridade da pessoa, os valores morais, independentemente da raça, sexo, religião, trabalho que tenha. Quando vejo que não há humanismo, ou integridade, eu retiro-me da vida da pessoa e nem deixo que me contacte mais! TEMOS DE SER DUROS!

Vivemos no futuro?

Hoje venho falar de um entretenimento antigo: Gladiadores. Os Gladiadores remontam a tempos antigos, mas foram os Romanos que lhe deram mais uso. Criaram Coliseus que serviam para os Gladiadores se debaterem até à morte para entreter todos, desde o rico ao pobre. Muitos deles eram escravos que morriam em arena às mãos dos melhores. Ainda hoje se fazem filmes aclamados por todos os que os vêem sobre esses tempos de lutas entre homens. Acredito que quando as pessoas vêem esses filmes pensem como era cruel aquele tempo. Pobres homens que eram obrigados a combater, e pobre do ser humano que se punha ali a assistir, sem ter pena daqueles homens! Chega-se até a ficar revoltado com tamanha violência exercida naqueles Coliseus! Tanta gente que assistia e nada fazia e até aplaudiam! Como era possível tal coisa? Acredito que há pessoas que pensem: "o passado era terrível!" A minha pergunta é: Como é possível tal passado ser o presente? Como é possível haver pessoas que gravam com os telemóveis outras pessoas em situações de violência em vez de ir ajudar, pois querem partilhar nas redes sociais para o entretenimento de outras? Como é que é possível esta onda de influencers que dizem o que querem sem olhar a meios para ter protagonismo, não medindo o impacto que podem ter nas pessoas? Como é possível haver o TikTok onde se vêem pessoas a fazerem coisas estranhas, a imitarem animais, ou a fazerem coisas durante horas seguidas que nem eu ainda consegui perceber muito bem o que estão a fazer?! Só sei que lhes dão rosas para elas continuarem naquela miséria humilhante! Como é possível haver um Twitter que decide deixar colocar tudo, como jovens a terem sexo, como pessoas a matarem em direto, ou até mesmo a fazer mal a outras? Como é que é possível haver um Pornhub que jura a pés juntos que aquela rapariga e aquele rapaz são maiores de idade quando existem redes criminosas com poder de compra de identidades falsas? Vê-se perfeitamente que são crianças menores! Como é que é possível haver pelo mundo sites que objetivam escorts e decidem ter uma data de avaliadores, avaliá-las como se de um leilão se tratasse, colocando-as numa situação ainda mais arriscada, não querendo saber das novas leis de cyberbullying e proteção de dados? Como é possível que o programa com mais audiências seja o "Big Brother"? Um jogo, é assim que lhe chamam, agora na TV, que é o maior coliseu que o ser humano já fez, onde pessoas se maltratam/degladiam em direto para obter o prémio de sobrevivência e são aplaudidas, ou não, por milhares de espectadores? E o que os espectadores mais esperam deste jogo? Guerra entre eles para os motivar a continuarem a ver! Mudamos com o tempo? Não! Apenas se abriram Coliseus maiores! Anda meio mundo a falar de valores morais, de mudança, direitos para lá e para cá... É só falsos profetas com falsas profecias, quando A VERDADE básica já ensinada é que primeiro temos nós que mudar de forma individual. Através do exemplo que gera a atração!

Trabalho remoto é o futuro ou o passado?

O que se diz futuro, não o é! Há anos que isto acontece... Fala-se muito em trabalho a partir de casa como algo que irá fazer parte do futuro. Este método ganhou mais proporções durante a pandemia, e muitas empresas apostaram nisso. Muitas das grandes empresas têm o seu apoio ao cliente através do trabalho a partir de casa. Por vezes até chega a ser evidente, pois ouvem-se crianças durante os telefonemas e é claro que aquela pessoa que está connosco ao telefone está na sua casa! Para os trabalhadores é cómodo, pois não têm despesas em transportes e nem o stress diário de ir e vir para o trabalho. Para as empresas também é lucrativo porque não têm gastos com escritórios, redes telefónicas de call center, luz, água, material de escritório, móveis de escritório... Parecendo que não, isso tudo encarece muito as despesas de uma empresa que tem sempre de ter a contabilidade organizada obrigatória, IVA, IES, IRC, TSU, pagamentos especiais por conta... Mas será que é o futuro ou estamos a voltar ao passado? Vamos dar uma vista de olhos ao passado... Existiu e ainda existem restaurantes que são em vivendas, onde os donos moram no primeiro andar e o restaurante é em baixo. Ainda há muitos cafés que ficam por baixo da residência dos donos. As mercearias eram no anexo à casa do dos donos. O cabeleireiro era, muitas vezes, em casa das próprias cabeleireiras. O sapateiro tinha a loja por baixo da sua residência, assim como o barbeiro. As pessoas iam a casa das esteticistas fazer as unhas. E até os padres viviam num espaço anexo às Igrejas. Basta dar uma volta às terrinhas de Portugal e ver que ainda existe este tipo de coisas. Por isso, o que se diz futuro, não o é! Há anos que isto acontece, há anos que faz parte do passado, mas como é tudo mais tecnológico, pensa-se que é o futuro. Na verdade, estamos a voltar ao passado, e é OK! Grandes empresas entenderam que o passado estava certo e que é por aqui o caminho de menos despesas, mais liberdade, mais suavidade na relação trabalhador-patrão-empresa. Para uns é bom, para outros não tanto, para outros é mais ou menos! Eu já achei perfeito, mas hoje em dia, dou por mim a lembrar-me da loucura que era estar com as minhas ex-colegas durante o dia! Estou a ter muitas saudades dessa dinâmica, das gargalhadas, das brincadeiras, de meter toda a gente a rir, dos jantares, da ajuda no trabalho para cumprir objetivos, do dinheiro que se ganhava. Diz-se por aí que no Trabalho Sexual ganha-se dinheiro. Ora, para quem chegou a ganhar o ordenado mínimo, talvez seja verdade, mas para quem já teve trabalhos como vendedora sabe que é mentira. A única ilusão aqui é que o Trabalho Sexual é pago ao dia, em dinheiro ou MB Way, então, tem-se aquela ilusão de que se ganha bem! Nas vendas, o dinheiro é pago ao final do mês, mas quando chega o dia, é o triplo do que se ganha em qualquer atividade sexual, já para não falar dos benefícios fiscais que isso origina, da imagem e estatuto perante os Bancos devido ao grande IRS que se apresenta! Junta-se o útil ao agradável, convive-se com colegas, com outras conversas, ganha-se dinheiro, por isso, deixou de ser atrativo o trabalho a partir de casa. No meu caso, eu preciso de pessoas à minha volta, preciso de sentir o frio e o calor a bater na cara, preciso de ser livre novamente!

Pode uma acompanhante ter tutela do filho?

O peso do estigma continua a marcar quem faz Trabalho Sexual. Recebi uma mensagem de uma acompanhante que está com dúvidas sobre se deve assumir a sua atividade profissional, ou não, para ter a tutela do filho de sete anos. Sou a Vânia e gostaria de obter algumas informações. Tenho um filho de 7 anos aos cuidados dos avôs paternos. Vivo esta vida de acompanhante há mais ou menos 6 anos. Gostava de estar com o meu filho aos fins de semana. E ainda assim continuar com as minhas terapias sensuais. É possível uma Acompanhante de Luxo ter tutela do filho aos fins de semana estipulada pelo tribunal? Ou convém eu esconder ao máximo? Obrigada, atenciosamente, Vânia P. Olá, Vânia, espero que esteja tudo bem consigo. Quando li o seu email, pensei que seria mais apropriado para um advogado, e acho que deve consultar um para que lhe possa responder se deve ou não omitir que é acompanhante. O que lhe posso dizer é que se fala muito em combater o estigma, mas o facto é que ele existe e vai existir sempre. Eu não consegui entender no seu email o porquê do seu filho não estar consigo, mas é importante refletir sobre isso, pois o tribunal vai querer saber o porquê, caso você tenha de ir para tribunal. Eles fazem uma avaliação minuciosa e, por isso, tem de ir bem preparada para lhes dar as respostas que vão exigir. Agora a nível emocional… É importante para o crescimento do seu filho conviver consigo e ter alguma proximidade, e também é importante para si, pois ambas as partes aprendem imenso. Pode continuar a ser acompanhante desde que seja na ausência dele, ou seja, durante a semana faz o seu trabalho e no fim de semana, dedica-se ao seu filho apenas. Cada coisa no seu lugar, pois há tempo para tudo e proteger os filhos dessa exposição é importante. Defina bem o objetivo, a seguir defina bem o plano. Fale com o seu filho e diga-lhe o que vai fazer, e depois arranque em força com toda a fé, força e esperança! Sem medo Vânia! Mesmo que as pernas tremam. Continue a caminhar porque o final vai ser belo e vai-lhe trazer o seu filho aos fins de semana e mais autoconfiança. Boa sorte!

Relação após infância não resolvida

Se nunca resolveram, onde e quando vão resolver? Hoje vou falar de uma mensagem de um homem quer quer saber o que acontece numa relação entre dois adultos com uma infância não resolvida. O que acontece quando dois adultos com uma infância não resolvida se juntam num namoro ou casamento? João, 48 anos, Oeiras Olá João. Isso é uma ambição? :) Estou a brincar. A primeira coisa que me vem à cabeça como resposta é separação/divórcio, mas vamos lá desmontar isto... Vamos começar a pensar no seguinte... Se eles nunca resolveram, onde e quando vão resolver? O que vão fazer a esses sentimentos? Possivelmente, vão levá-los para dentro da relação. Mas isto é o meio do processo, pois houve primeiro um princípio, e esse princípio deu-se quando se conheceram. Aquela chamada atração física camufla a verdadeira atração por aquela pessoa, pois, possivelmente, o que vos atrai é a dor emocional. A dor emocional, por vezes, vai ao ginásio, veste-se bem, maquilha-se bem, como disfarce, e anda por aí entre os mortais. Sugiro já um livro para o João ler que é “Eckhart Tolle - Um Novo Mundo”. Irá compreender toda esta atração que sentimos uns pelos outros e o porquê. Tendência entre quem não tem infância resolvida Há uma tendência entre as pessoas que não têm a infância resolvida de namorarem, ou até casarem, com aquele ou aquela mais parecida com um dos progenitores. Progenitor esse ou essa que teve mais dificuldades durante a infância. Um namoro ou casamento com alguém parecido é uma reprodução e projeção da infância. É o que conhece, é-lhe familiar, mas depois esquece-se o quanto doloroso foi e será. Aqui, antes de se envolver numa relação assim, o melhor será fazer o filme até ao fim. O João fala no plural - "dois adultos". Agora que leu novamente, o que lhe parece este plural? Não será muita gente? Sugestão Comece por si - identifique, escreva até num papel -, as mágoas da sua infância. Depois escreva as mágoas dos seus ex-relacionamentos e veja se são parecidos, se há coisas em comum. Você nem precisa de esperar que o outro mude ou olhe para a sua infância, pois se você fizer esse trabalho consigo próprio - identificar, entender e finalmente aceitar -, verá que irá deixar de se sentir atraído por pessoas com infâncias idênticas à sua. O trabalho interior e a aceitação vão levá-lo para outro patamar, onde se vai dar ao luxo de rapidamente identificar o que não é ok para si. Também irá ambicionar outro tipo de relacionamentos. Relacionamentos sem muita bagagem, algo mais leve. Se me disser que já está num relacionamento assim e que ambos estão a trabalhar nisso, então posso dizer que também é possível, se ambos forem honestos e quiserem mesmo quebrar o ciclo. Mas é um processo e a paciência é primordial, pois cada um demora o seu tempo a encontrar-se. Se não estiver numa relação assim, então pergunto-lhe: Quer passar o tempo na relação a falar de problemas ou a viver a vida com uma pessoa já resolvida? Quer continuar a alimentar a sua dor, alimentando-se da dor do outro? Não se esqueça que o outro também se vai alimentar da sua - ambos acabam drenados e sem mudança! Um abraço.

sábado, 9 de março de 2024

A infância define a vida adulta?

O ambiente onde se nasce pode ser problemático e até violento. Vamos então falar disso, pois é, muitas vezes, uma análise controversa. Nos Estados Unidos, leva-se em atenção a infância das pessoas que estão no corredor da morte. É algo recente, pois a pena de morte era baseada no histórico criminoso do indivíduo. Atualmente, muitas penas estão a ser comutadas a prisão perpétua devido à infância do indivíduo. Nas várias entrevistas que dá, o indivíduo começa por contar como foi a sua infância, justifica assim os seus atos, personalidade e predisposição. É como se tivessem sempre vivido dentro de uma casa sem portas ou janelas, onde o sol nunca nasceu – nunca houve uma hipótese, alguém que confrontava o comportamento, alguém que ajudasse, um amigo, um professor, um patrão, e etc.... Depois, há aqueles que tiveram uma infância perfeita, cheia de oportunidades, amor, e, ainda assim, decidiram ser criminosos. Como se explica isso? É aqui que a controvérsia entra, pois não se compreende com rigor analítico o que originou estas decisões. Tornam-se então axiomáticas, o que dá origem a uma explicação de vários distúrbios de personalidade. Para cada caso é dado um parecer da personalidade do indivíduo. É então escrita, validada e dita ao indivíduo. Agora, vamos falar de um outro exemplo... O professor e escritor Frank McCourt que, em 1997, ganhou o prémio Pulitzer com o seu livro ”As cinzas de Ângela”. É um drama biográfico que está disponível na Netlfix e que retrata a sua infância vivida na Irlanda católica. McCourt viveu em extrema pobreza, fome, com um pai alcoólico e, muitas vezes, ia para a escola sem sapatos. Apesar de tudo, tinha o sonho de ir para a América. Esse sonho, no meio de tanta dificuldade, torna-se esperança, uma pequena janela meio aberta, onde se via uma pequena luz a romper, mesmo nos dias mais escuros da sua vida. Com fome 24h por dia, ia aproveitando as pequeníssimas portas que se iam abrindo - um patrão que acreditou nele e lhe deu trabalho; um professor que o disciplinava e também lhe ensinava princípios, valores morais, que aliviava a sua dor, dizendo-lhe para não ter vergonha de ser pobre; um padre que, através da confissão, o fez libertar da sua culpa e vergonha; uma tia que acreditou nele; uma menina enferma com tuberculose que fez amor com ele. Finalmente, conseguiu ir para a América com 19 anos e, pouco tempo depois, entrou para a Universidade de Nova York. Em vez de escolher tornar-se um criminoso com a justificativa da sua infância, decidiu ter um sonho e agarrar os ensejos que a vida lhe ia dando. Não há nada mais cansativo do que ouvir histórias de infância que são usadas para justificar comportamentos e atitudes. Basicamente, é um grito: “tenham pena de mim”! É muito bonito ouvir histórias de infância quando essas pessoas procuram as “tais janelas”. Quando isso acontece são levadas para ensejos maravilhosos. É tudo por agora.

Como escolher um psicólogo

Você quando escolhe um médico, escolhe com base no seu problema de saúde... Cada pessoa é livre de decidir o que lhe faz sentido. Dito isto, vou falar em como escolher um psicólogo, com base no que eu acho mais correto, mais rápido e com mais eficácia. Primeiro, quero dizer que tudo o que eu escrevo faz parte de alguma investigação, experiência ou pensamento crítico. Como tal, pode ser útil para uns ou nada útil para outros... Os cursos de Psicologia, Medicina e Direito são vistos como cursos de prestígio e, por isso, estão sempre abarrotados e sem vagas. Muitos de vós que já entraram em contato com alguns destes três profissionais, sabem as probabilidades de desilusão e as dificuldades que se encontram. Muitas vezes, sente-se que se escolheu ou se tem o médico errado, o psicólogo errado, ou o advogado errado, e acabamos a sentir-nos frustrados e impotentes. Impotentes porque temos a crença que eles sabem mais do que nós, então se não está a funcionar, é por nossa culpa! Não é bem assim! Há o que se chama de VOCAÇÃO e a EXPERIÊNCIA! Metendo isto ao contrário, por vezes, a experiência leva a um despertar espiritual que se transforma em vocação! Confuso? Não é muito! Se fizer uma pesquisa, vai ver que 99% dos psicólogos estão muito direcionados para crianças ou recursos humanos. Aliás, uma das coisas que advertem numa faculdade, em Lisboa, é que não se vá para a entrevista dizer: “Quero ser psicólogo porque gosto muito de crianças”. Se formos a ver bem, é mais fácil trabalhar com crianças do que com adultos que já têm cérebros formados e opiniões formadas. E também os recursos humanos são fáceis porque, basicamente, vai-se trabalhar para empresas a fazer entrevistas aos que se candidatam para vagas de emprego nas mesmas. Não acho muito desafiante, nem tão pouco ambicioso e, por isso, continuo a dizer que a experiência de Mary Ainsworth foi realizada de forma incompleta. Assim, está ultrapassada e deveria ser reescrita, atualizada, sem nunca invalidar o seu trabalho, pois para alguma população faz sentido, mas para outra, o resultado seria inverso! Então, como escolher um psicólogo? A primeira coisa que tem de fazer quando lhe aparecem os vários nomes de escolha de psicólogos é ir ver que mestrados tiraram, que cursos específicos obtiveram após a conclusão do curso de psicologia. É isso mesmo, ver o CV de cada um deles! Não nos podemos esquecer de que são todos humanos. Quando se escolhe um psicólogo, tem de se ver o CV dele e ver se está direcionado para o seu tipo de problema! Se não o fizer, acaba com um psicólogo mais direcionado para crianças e depois, quando está a falar, sente que o psicólogo não consegue elaborar o feedback de que precisa e sai da consulta confuso, com uma sensação de vazio, pois você falou tudo o que lhe ia na alma e essa alma não foi alimentada de volta. Desconstruiu-se, mas não se reconstruiu – desmontou-se, mas não se montou com uma nova visão. Então, sai de lá e fica na mesma, e isso leva muitas pessoas a desistirem de continuarem a pedir ajuda profissional ou até a voltarem! Tanto os hospitais, como as seguradoras, vão-lhe dar quem eles tiverem disponível! Então, você acha bem deixar nas mãos de grandes instituições e empresas a sua vida?! Você está com problemas, sim, é um facto. Mas ainda sabe falar, pensar e ter alguma autonomia, ou não? O poder da escolha ninguém lhe pode tirar e esse é um direito seu, como tal do not set up to fail! Você quando escolhe um médico, escolhe com base no seu problema de saúde - se tiver problemas de pulmões, escolhe pneumologia; se tiver problemas de coração, escolhe cardiologia. Então, porque seria diferente com a saúde mental que só agora está a iniciar de forma mais séria em Portugal? Os americanos já olham e usam a saúde mental como base nas suas vidas a long time ago! E por isso, é vastaaaaaa a escolha e as especialidades. Portugal já entendeu que o mundo mudou de forma violentíssima e a saúde mental é o presente e será o futuro - e esse futuro será maravilhoso quando a medicina se unir à psicologia. - Bom dia, Dr., tenho muitas dores de estômago!!! - Bom dia, Dr., estou com arritmia cardíaca!!!! - Bom dia, Dr., tenho muitas dores de cabeça!!!! - Bom dia, Dr., tenho muitas dores no corpo... - Bom dia, querido paciente, vai então fazer uns exames e também vai ao psicólogo. Isto porque: Os sentimentos vivem no estômago! WHAT??? Sim! Experimente estar cheio de problemas e quando começar a partilhar-lhos com alguém, começar a notar que à medida que fala, se vai endireitando na cadeira até ficar completamente direita, encostada para trás. Verifique também se come demais, ou se começa a não comer nada. Verifique se começa a ter ataques de pânico ou se o seu coração está acelerado ao ponto de não conseguir ter controle = Tantos enfartes que acontecem todos os dias. Verifique se as dores de cabeça e corpo não têm a ver com os seus problemas e com as quase 24h que lhe dá, pois está sempre a pensar neles e a revivê-los sozinha, diariamente. Verifique se a sua falta de assertividade a coloca num espaço de RAIVA PASSIVA – que é a raiva induzida a si mesma. Aquela que você não fala ou por medo ou vergonha, mas que fica lá e volta-se contra si, criando dores no corpo de tantos dias ou anos tensa! O corpo não consegue aguentar com tanto, com tamanha carga emocional que quando não revista com um psicólogo, dentro da área do seu problema, pode-se tornar FATAL! Por isso, se acha que o profissional não a está a ajudar, seja em que especialidade for, mude! Procure outro, e volte a procurar até encontrar quem realmente o ajude! SIGA! É tudo por agora...

Responsabilidade Pessoal

Há pessoas que se isentam de responsabilidades, pois sentem mesmo que a culpa é sempre dos outros. Quando nascemos, nascemos com um propósito, para sermos alguém, fazermos algo com a nossa vida. Desde pequenos que os nossos pais nos ensinam a sermos responsáveis, desde o básico de ter que tomar banho, comer vegetais, dormir a horas, e muitas outras coisas. Começa-se desde cedo a aprender esta noção de se ser responsável pela nossa vida. Também se começa desde cedo a aprender a assumir as falhas, como pedir desculpa, como reparar algum dano, a aprender-se a noção do certo e do errado e, muitas vezes, ouvem-se pais a dizer aos filhos que "mentir é feio". Mas nem tudo é assim tão cor de rosa, pois há muita gente que não teve estas referências e princípios transmitidos em pequenos. E, por isso, a vida adulta torna-se complicada para eles próprios e para aqueles à sua volta, pois estas pessoas não estão sozinhas no mundo, têm amigos, colegas, familiares - e "levar" com uma pessoa destas é muito complicado e até pode vir a ser muito violento, tanto fisicamente como emocionalmente. De alguma forma, estas pessoas isentam-se de responsabilidades, pois sentem mesmo que a culpa do seu comportamento e escolhas é dos outros. Para mim está aqui um mistério, pois a nível cerebral ainda não consegui entender como isto se desenrola dentro do cérebro. Não consigo entender como é que uma pessoa consegue passar uma vida a dizer que tudo o que faz é por culpa dos outros e, realmente, acredita nisto! Não vale a pena chamar estas pessoas de desonestas, pois não têm noção do mal que causam a elas próprias e aos demais. Há aqui qualquer coisa que me falha... Uma das coisas de que tenho noção é que estas pessoas são extremamente carentes e dependentes de alguém. Dependem dos outros para fazer qualquer coisa e essa dependência faz com que abusem dos outros. Tornam-se abusivas emocionalmente, pois são dependentes por culpa dos outros! Que salada de frutas que aqui vai, mas é a verdade! Como é que uma pessoa consegue viver culpando os outros, dependente deles, e acaba sempre a usar essas pessoas, mentindo, roubando, tratando mal essas mesmas pessoas que, possivelmente, são as únicas que ainda estão do lado deles e sempre os ajudaram? Como é que criam à sua volta tanta decepção? Como é que não decidem mudar e viver de bem com eles próprios, com os outros, e viver em plenitude, de bem com a vida e com o universo? Porque se violentam desta maneira? Porque violentam os outros? Porque fazem tudo para estarem em situações de risco e querem morrer, mas, ao mesmo tempo, têm tanto medo de morrer? Como fazem tudo para afastar os outros e, ao mesmo tempo, têm tanto medo de os perder? Possivelmente, a plenitude para essas pessoas seria fazer o que quisessem sem haver consequências, sem haver decepção. Será psicopatia ou sociopatia? Será doença mental não diagnosticada? Não sei! O que sei é que se tornam pessoas muito cansativas de lidar e não confiáveis. Tantos de nós que já se cruzaram com este tipo de pessoas! Tantos de nós que já investiram tempo, dinheiro, amizade com estas pessoas para que, no fim, como recompensa, sejamos enganados. Por compaixão e por pena, muitas vezes, demos a mão, a perna, o braço a estas pessoas, acreditando que elas pudessem mudar e, finalmente, pudessem ter alguma paz e felicidade, mas a verdade é que no fim deste caminho, fomos nós que fomos infelizes, fomos nós que não tivemos paz. Vale a pena o investimento? Está claro que não! Que arrogância a nossa de pensar que se pode salvar uma pessoa assim! Que falta de autoestima que temos em nos dar com alguém assim! Por isso, quando nos cruzamos com estas pessoas, o melhor mesmo a fazer é um inventário pessoal e refletir sobre o porquê de nos irmos meter na boca do lobo! Porque me meto neste espaço? O que não está bem comigo? O que me falta? De onde vem esta arrogância de achar que posso mudar os outros? Possivelmente, será melhor começar por mim mesmo! Talvez aí eu venha a compreender que há pessoas que nasceram tortas e nunca se irão endireitar. Talvez venha a compreender que tenho que me pôr em primeiro lugar, tratar de mim e, assim, entender que esse espaço não é para mim, pois o meu EU quer paz, tranquilidade e viver uma vida com qualidade. É tudo por agora...

sexta-feira, 8 de março de 2024

Problemas de saúde após fim de relação violenta

Resposta a dúvida de uma leitora do Blog X. Neste artigo do espaço de ajuda “Mentes Conectadas”, abordamos o caso de uma mulher que começou a ter problemas de saúde depois de terminar uma relação de 15 anos em que foi vítima de violência doméstica. Chegou-me uma pergunta pertinente, que teve toda a minha atenção. Uma leitora que foi vítima de violência doméstica está preocupada com vários problemas de saúde que surgiram após o recente término da sua relação com o namorado que tinha há 15 anos. Dizia na sua mensagem que passou o inferno durante estes 15 anos e que não compreendia o porquê de, logo após o recente término da relação, ter adoecido. Surgiram complicações no estômago que estão agora a ser analisadas pelo seu médico de família. Também refere que desde o término da sua relação, e apesar dos seus níveis de ansiedade terem descido de 100% para 0% , agora passa quase todos os dias a dormir e anda cheia de sono – a tal ponto que, mal se encosta no sofá, adormece. Basicamente, está incrédula porque pensou que uma vez livre do problema, iria agora conseguir aproveitar a vida e, em vez disso, vê-se em médicos. Ora bem, primeiro que tudo, quero lhe dizer que o meu coração está consigo, e dito isto vamos aqui desmistificar este processo que está a acontecer. Vou tentar explicar da melhor maneira possível, e não conhecendo a história de vida da pessoa, o que me parece que possa estar a acontecer… Uma vítima de violência doméstica passa anos focada no problema/no abusador, ou seja, os seus dias são focados em como agradar ao abusivo de modo que ele não se torne abusivo seja de forma física ou psicológica. Isto faz com que comece a "engolir" os seus próprios sentimentos por medo do abusivo. A nível emocional é mais rápido e visível, pois pode começar a dar sinais de tristeza, ansiedade e depressão. Essa ansiedade, normalmente, "instala-se" no estômago - você consegue sentir os seus sentimentos no estômago, como dores, ou a processar mal a comida devido à ansiedade. Muitas pessoas começam a ter complicações como úlceras nervosas, ou até hérnias no estômago. Possivelmente, agora que o problema não está presente, o "dragão” (o estômago) libertou-se e, por isso, estas complicações aparecem. Podem ser complicações que já lá estavam, mas o cérebro que andava em constante estado de alerta, não deixou que houvesse o reconhecimento disso. Em relação a dormir de mais, parece-me que devido a tantos anos de estado de alerta constante, com noites mal dormidas, o seu corpo tem agora espaço para descansar. Como foram tantos anos, parece-me normal ir do 8 para o 80. O corpo pode ter descompensado porque o cérebro está a tentar entender a passagem do 8 para o 80 e o que pode estar a acontecer consigo é um processo de adaptação. O seu corpo agora precisa de si - tenha paciência, pois está a tentar enquadrar-se com o seu novo modo de vida livre de abusos. Pode-se dar o caso de ainda não saber bem o que fazer com os seus dias, pois o foco principal saiu de cena. Agora não tem mais que viver em função de alguém que era uma ameaça e isso faz com que haja tempo de sobra para si, num espaço que antes era tão barulhento (a sua casa) e que agora é tão silencioso. Mas eis que trago boas notícias para si! Abrace o processo e não tenha medo do que está a acontecer no seu corpo, pois isso só lhe vai trazer ansiedade novamente. Veja as coisas desta forma: 1. Tem agora tempo para cuidar de si e isso passa por ir ao médico. Deixe que a medicina tome conta de si e que a ajude no seu recente problema de estômago. Olhe para o seu estômago com amor, como um órgão que também sofreu e precisa agora de ser cuidado e nutrido. 2. Tem sono e quer dormir? Durma! Porque não? Deve ter tantos anos de noites mal dormidas… Porque não aproveitar durante um tempo para descansar e dormir! Não se preocupe que não vai ser assim para sempre. Dê-lhe esse mimo, entregue-se e deixe-se levar pelo processo. 3. Ainda se lembra daquelas coisas todas que gostaria de fazer e nunca fez devido à situação em que se encontrava? Pois, agora é o momento de escolher uma, apenas uma, para começar a viver um dia de cada vez. Experimente fazer essas coisas que antes queria. 4. Faça exercício para estar distraída, recuperar e gerar energia para o corpo e para a mente. Mantenha-se próxima da sua família e amigos. Uma rede de apoio é sempre muito importante neste processo. Sugiro-lhe que faça estas pequenas coisas que agora parecem tão grandes. No fundo, é começar a cuidar de si, deixar que o processo aconteça com amor por si mesma. Tudo a seu tempo se vai encaixar, por isso não tenha medo. O cérebro irá, finalmente, entender que tem um novo modo de vida e irá adaptar-se. Os seus problemas de saúde serão tratados pelo seu médico e irá encontrar-se e encontrar formas de preencher os espaços vazios. Boa sorte e aproveite a sua nova vida. Nota: Se precisa de apoio psicológico, procure um espaço seguro, onde consiga falar e refletir sobre si próprix - sobre as suas emoções, pensamentos e comportamentos passados, presentes e futuros.

Homem casado que quer algo diferente

Vale a pena pôr um casamento em risco pela adrenalina de um caso? Um homem casado escreveu-me porque anseia por viver novas aventuras com a esposa, mas ela não está aberta a isso. Sou homem, de 34 anos, casado e com 2 filhos. Como muitos, tenho uma carreira estável, não tenho grandes problemas financeiros e tenho uma vida familiar relativamente pacata. No entanto, tenho uma profissão bastante stressante e, por vezes, preciso de alguns escapes... Sexo é algo que adoro, que ajuda a descontrair. Mas a minha esposa é pouco ativa nesse campo, até porque teve sempre uma educação relativamente conservadora. Já falei com ela sobre alguma abertura para aventuras, mas ela coloca logo que está "fora de questão"! A verdade é que começo a sentir falta de experimentar algo diferente... Sentir um toque diferente, um sabor diferente... Ao mesmo tempo, amo-a e não sei se valerá arriscar por um caso... Alguma sugestão? Estou a ler o seu email e a sorrir, pois você respondeu sem se aperceber. Vamos lá... "Preciso de algo diferente". É normal que sinta isso, pois tem uma profissão stressante, cheia de adrenalina. A adrenalina faz com que sinta insatisfação e, por isso, a necessidade de vários escapes. Nada contra, mas há outros escapes que podem "matizar" o stress. Eu digo matizar porque a adrenalina/stress deixam sempre uma espécie de vazio, o que é normal, pois você passa o dia a dar e dar e, como é humano, tem a necessidade de receber. Que tal, em vez de sexo que é outro “adrenalizante”, começarmos com uma pequena experiência? Experimente fazer meditação, inscreva-se e faça durante um mês e depois diga-me o que sentiu. O que lhe parece? Um tempo só para si. Em relação à sua esposa, tem de a respeitar por não querer "aventuras" e ser conservadora - não se esqueça que foi isso que o levou a casar com ela. No passado, de certeza que isso, para si, eram qualidades. Há mulheres que não estão para aventuras! Outra coisa que eu sugeria que analisasse bem é o tempo da sua esposa em casa, para ver a quantidade de tarefas que ela faz, com a casa, filhos e consigo. Se vir que ela faz imensas, então arregace as mangas e ajude, diminua as tarefas dela de forma a que ela se torne mais ativa sexualmente. Por vezes, não é uma questão de falta de vontade, mas sim de cansaço. Então, rejeita-se o que se dá por garantido inconscientemente. Ajude-a durante um mês e veja o que acontece. Eu digo sempre um mês, porque é o tempo de o “processo” começar a acontecer. Quando você começou a escrever "como muitos", faz-me pensar que, muitas vezes, dá por si a pensar "se os outros fazem, porque não faço também". Posso estar errada, mas senti comparação. Ainda assim, convido-o a não ir pelo caminho mais fácil que seria procurar sexo fora do casamento. Isso só serviria para prazer imediato e depois arranjava mais dois problemas - culpa e vergonha. O que lhe parece o que sugeri? Não se esqueça: se já tem um trabalho stressante, arranjar "um caso" seria acumular mais stress, pois iria reproduzir uma nova história na sua vida e não é isso que quer. O que quer é compreender, solucionar a história que já tem. Um abraço e sempre que queira escreva-me! -- Até à próxima - Mentes Conectadas X